III ENEPCP

Em 2019, o Brasil inaugura um novo ciclo político, após décadas de consolidação da democracia e de avanços nas políticas sociais e de promoção da cidadania. Diante dos múltiplos desafios que se apresentam nos contextos político, econômico e social, nos próximos anos, constituirá tarefa central do Campo de Públicas sua análise e avaliação, bem como a construção de propostas para enfrentamento dos desafios históricos e dos que se colocarão para a gestão do Estado Brasileiro.

De outro lado, é necessário reafirmar o crescimento e a consolidação do Campo de Públicas, produzidos em um contexto favorável de transformações da esfera estatal brasileira, e que ora se vê diante de constrangimentos à manutenção do papel dos agentes governamentais como indutores do desenvolvimento econômico e social e da sua crescente profissionalização.

É nesse contexto que a Associação Nacional de Ensino e Pesquisa do Campo de Públicas (ANEPCP), uma das principais expressões organizadas do Campo, convoca seu terceiro encontro nacional, a realizar-se entre 27 e 30 de agosto de 2019, na cidade de Natal (RN). Com o tema “Democracia no século XXI e os desafios para a Gestão Pública”, o III ENEPCP reunirá pesquisadores, profissionais, professores e estudantes, de graduação e pós-graduação, em um conjunto de atividades voltadas à discussão desses temas, incluindo conferências, mesas-redondas e sessões temáticas.

O evento discutirá aspectos diversos que se relacionam ao tema Democracia no século XXI e os desafios para a Gestão Pública por meio de conferências, mesas redondas, sessões temáticas e oficinas. 

Dessa forma, promoverá debates profícuos que dialogam com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e que se revelam fundamentais para a reflexão acerca dos atuais desafios que se apresentam, atualmente, a gestores públicos no Brasil, a exemplo do objetivo relativo à promoção da educação de qualidade. Há de se destacar ainda que o campo dos Estudos urbanos e regionais, como parte das agendas políticas e de investigação acadêmica, será um tema transversal ao evento, e, portanto, reforça-se o convite a pesquisadores e profissionais desta área de atuação.

II Seminário Nacional de Educação e Desenvolvimento Regional

Entre os dias 16 e 19 de julho de 2019, o Programa de Mestrado em Desenvolvimento Regional, da Universidade do Contestado, localizada em Canoinhas/SC, realizará o II Seminário Nacional de Educação e Desenvolvimento Regional.

Eixos temáticos para submissão de trabalhos;
Eixo I – Educação e desenvolvimento regional
Eixo II – Políticas educacionais e desenvolvimento regional
Eixo III – Práticas inovadoras em educação e desenvolvimento regional

Inscrições gratuitas acesse o link.
até dia 30 de Junho
Inscrições de trabalhos até 15 de Junho

XVIII Encontro Nacional da ANPUR

De 27 a 31 de maio ocorreu no Centro de Convenções do Praiamar Hotel na cidade de Natal, RN o XVIII Encontro Nacional da ANPUR. Com cerca de 1.700 inscritos, com mais de uma centena de atividades programadas, entre oficinas, mesas redondas, sessões especiais, livres e temáticas, premiações, lançamento de livros e eventos paralelos.

O evento foi um sucesso, destacando-se a Conferência de Abertura “Desvitalização democrática e ressentimento político na Europa” (clicar no link) proferida pelo professor João Ferrão da Universidade de Lisboa e a Mesa de Encerramento “Tempos em/de Transformação – Utopias” (tema do evento) com os professores Márcio Moraes Valença (UFRN), Sara Raquel Fernandes Queiroz de Medeiros (UFRN), Carlos Bernardo Vainer (UFRJ), Raquel Rolnik (USP) e Ermínia Maricato – BRCidades.

Na abertura do evento, o professor Eduardo Nobre (presidente da ANPUR) proferiu o discurso anexo (clicar no link)

XVIII Seminário de Diamantina: Prorrogação de data de submissão

A data de submissão de artigos para o XVIII Seminário de Diamantina foi prorrogada para 23h59 do dia 22/05/2019.

O seminário ocorrerá na cidade de Diamantina(MG), entre 19 e 23 de agosto de 2019. Originalmente criado para refletir sobre Minas Gerais, o evento, realizado pela primeira vez em 1982 se ampliou para o âmbito nacional e internacional o escopo de suas discussões. Este ano, após as tragédias ocorridas em Mariana e em Brumadinho, o tema da crise da mineração em Minas Gerais e no Brasil será objeto de profunda reflexão.

Assim, nesta 18ª edição, é em torno do tema da crise da mineração que o seminário também pretende motivar reflexão crítica sobre aspectos centrais da superposição de crises, que se abatem hoje a realidade mineira e brasileira. Destacam-se a profunda crise do estado de Minas Gerais e do país, assim como profunda crise internacional, a um tempo, econômica, política, ambiental, geopolítica, humanitária, que se reflete em aprofundamento das desigualdades sociais, em desemprego e precarização do trabalho, em crise ambiental, em crise humanitária sob a forma de migrações forçadas, de intensos fluxos de refugiados, de violência e intolerância, que ameaçam a democracia e a paz.

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II CILITUR: Chamada de Trabalhos

O Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Urbano – MDU e o Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) sediarão o II CILITUR – COLÓQUIO NACIONAL SOBRE CIDADES LITORÂNEAS E TURISMO, com o tema “Turismo e desenvolvimento desigual no litoral brasileiro”, no Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA) – Campus Recife, entre os dias 11 e 13 de novembro de 2019.

TEMÁTICA

A inserção da atividade turística como paradigma de desenvolvimento econômico prevalece desde o século XX como uma prerrogativa dos Estados, que têm implementado políticas públicas, ações e intervenções no território a fim de promover o turismo, em conjunto com as empresas e a complexa cadeia produtiva do mercado turístico. No caso brasileiro, notadamente ao longo de toda a sua extensa faixa litorânea, verifica-se que as transformações suscitadas para permitir os fluxos turísticos de pessoas e capitais em um território marcado por processos pretéritos de urbanização desigual e dependente, acabam por exacerbar a fragmentação, a apropriação seletiva do ambiente natural e construído e, consequentemente, a segregação socioespacial.

Ademais, em um contexto global de supostas crises do capital, conflitos políticos-ideológicos, acirramento de desigualdades históricas e o surgimento de outras, incrementadas pelas inovações tecnológicas e digitais, bem como ações de resistência e participação de vários agentes, verifica-se um campo vasto de discussões sobre os processos, conflitos e contradições do desenvolvimento desigual na produção e consumo do espaço no litoral brasileiro na atualidade.

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XVI Simpurb em Vitoria de 14 a 17 de novembro de 2019

XVI SIMPURB (Simpósio Nacional de Geografia Urbana)

Tema: Cidades, Revoluções e Injustiças: entre espaços privados, públicos, direito à cidade e comuns urbanos. 

Em 2017 se comemorou 100 anos da Revolução Russa, enquanto em 2018 se completaram os 50 anos do maio de 1968 (que nem sempre começou ou acabou no mês de maio e teve repercussões por anos a fio em diversas sociedades). Nos últimos anos, rebeliões, revoltas e levantes têm estremecido as ordens políticas e sociais de diversos países em diferentes continentes. O aspecto da luta pelo direito à cidade e pelo comum de todas essas revoluções, rebeliões e levantes é a importância estratégica das cidades, pontos de convergência e de multiplicação dos movimentos das praças, dos parques, das ocupações de ruas, das ocupações de fábricas, das greves e das manifestações por melhores condições de vida cotidiana e contestação da ordem dominante. Esses movimentos também fazem emergir as “minorias”, muitas vezes majoritárias,  oprimidas (mulheres, diversidades sexuais, raciais, migrantes), desvelando o múltiplo e o diverso no espaço urbano. O espaço urbano está em disputa, pois ele é lócus estratégico de controle, repressão e opressão por parte do Estado em todas as suas escalas se colocando, na maioria das vezes, ao serviço das classes dominantes. Vive-se, desse modo, momentos contraditórios na reprodução do espaço urbano e esse movimento revela  os impasses das lutas e dos movimentos sociais na cidade.

Em 2018 completam-se 10 anos do apogeu da crise financeira que se desenvolveu a partir do setor imobiliário dos EUA e se estendeu para todo o mundo. O domínio da produção do espaço pelo capital financeiro recoloca em novas bases os conflitos e exacerba as contradições pelo direito à cidade. Às condições econômicas agravadas desde então somaram-se crises de outras ordens, sobretudo de natureza política, e que impactaram também a sociedade brasileira e a vida nas cidades. As perspectivas de reação conservadora e o contingenciamento ou descontinuidade das políticas sociais implicam em desafios também para a universidade e para o pensamento social. Como pensar a crise? Como refletir sobre os novos discursos que dela emergem ou nela se reforçam? Como pensar a perspectiva de novas segregações sociais que tendem a surgir? Como enfrentar isso com uma universidade também em crise?

A violência social, econômica e espacial se revela em toda a sua crueza, movimentos retrógrados e neoconservadores ameaçam o pouco de conquistas sociais das sociedades salariais, o fosso entre dominantes e dominados se amplia, as geopolíticas urbanas constroem as cidades partidas no lugar das cidades partilhadas. A ordem neoliberal tem acelerado os processos de espoliação urbana e de captura da criação e inventividade coletiva por meio da proliferação do capitalismo de forma imanente em todos os setores da vida. Os espaços coletivos e comuns citadinos são ameaçados provocando rupturas, mas também resistências. Diante desses fatos, como pensar um conhecimento múltiplo – a geografia urbana e outros saberes que têm a cidade e o urbano como espaço de conhecimento – no período recente? O que há de novo nas produções sociais e urbanas e como elas se traduzem no debate dos saberes sobre a cidade e o urbano? Quais movimentos, quais escalas? Quais debates de classes e de categorias sociais nos espaços urbanos? Quais economias urbanas (indústria, serviços, produção imobiliária)? Quais justiças espaciais? Quais re(pro)duções dos espaços urbanos? Quais criações ampliadas das lutas dos e pelos espaços comuns instituídas politicamente? Como sair da apoteose do negativo em direção a uma positividade na afirmação do possível e da virtual utopia das conquistas sociais das classes dominadas? Como desvelar e colocar em relevo a alegria (real e virtual) face à morte anunciada pelo “comum do capital” difundida sob o manto de depressão cotidiana jogada sobre a sociedade e a cidade? Qual citadinidade cotidiana se desvela nos movimentos que se fazem hoje? Quais reivindicações do direito à cidade? Estes são os questionamentos e as problematizações que orientarão os debates nas mesas do XVI SIMPURB. 
 
Outro pressuposto balizador da realização do XVI SIMPURB 2019 é o que se refere ao fato de todos os Grupos de Trabalhos (GTs) dialogarem com o tema do evento e serem espaços de debate sobre o que se produz na geografia urbana brasileira e internacional.

 

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