O Boletim da ANPUR surgiu como parte da política editorial já durante a primeira diretoria (1984-1986), refletindo a demanda por uma publicação periódica que informasse os membros sobre as atividades da Associação, reunindo também textos escritos pelos pesquisadores. Nesse primeiro momento, não havia periodicidade definida e o formato era uma espécie de “carta circular” entre os programas.

Entre 1989-1991 o Boletim foi redesenhado, passando a ser impresso como “órgão informativo quadrimestral”, editado pela diretoria, sob os cuidados do professor Philip Gunn (secretário geral da ANPUR entre 1989-1991). Neste momento, a estrutura continha sempre um editorial; um ou dois artigos de conjuntura; relatos e programas de eventos nacionais e internacionais; informações sobre livros, revistas e boletins publicados recentemente; listas de teses e dissertações defendidas nos programas associados; e uma última seção de notas e comunicações, conforme descreve o então presidente, professor Celso Monteiro Lamparelli. Consolidado como uma das principais publicações da ANPUR, o Boletim apresentava conteúdos fundamentais para a consolidação dos estudos urbanos, como o “Catálogo da Área” e o “Catálogo de Teses”, este elaborado por Lícia Valladares e sua equipe do Urbandata.

Entre 1993-1995, o Boletim assumiu a importante função de divulgação e discussão das propostas para a reforma dos estatutos da ANPUR. Com quatro números publicados no período, o Boletim deu “ampla divulgação às atividades de filiados e associados, levando a cada um as informações indispensáveis para mantê-los ligados à Associação”, afirma Wrana Panizzi, presidente na época.

Na gestão seguinte (1995-1997), a preocupação foi regularizar a periodicidade do Boletim e atualizar a sua lista de endereços. Consolidado “como um efetivo instrumento de informação e intercâmbio da comunidade”, segundo Carlos Vainer (presidente no biênio). Naquele momento surgiu a proposta de disponibilizá-lo no formato online, através do lançamento de um sítio eletrônico da ANPUR.

Lançado em 2000, juntamente com o novo logotipo da Associação, o site da ANPUR não abrangeu, no entanto, a publicação do Boletim. Tal feito só ocorreu em 2006, quando o Boletim foi relançado, em versão eletrônica, com objetivo de tornar-se um instrumento de informação ágil e comunicação entre os membros, especialmente no contexto do expressivo crescimento no número de programas associados e filiados, segundo Ana Fernandes (presidente entre 2005-2007). Com periodicidade mensal, as edições eletrônicas assumiram uma nova numeração e, entre 2005 e 2009, foram publicados 20 números em formato PDF. Entre 2007 e 2009, a gestão da professora Edna Castro deu continuidade à campanha de recuperação da coleção dos antigos Boletins impressos.

Retomamos agora, durante a preparação para a comemoração dos 40 anos da ANPUR (gestão 2021-2023), a exitosa trajetória de divulgação periódica das atividades da Associação através do Boletim da ANPUR. Com periodicidade mensal, a nova newsletter, totalmente digital, é composta por uma mensagem da Diretoria, as principais notícias publicadas no site e redes sociais, como chamadas, editais, eventos e publicações da área, além da agenda do mês.

Esperamos, com o novo Boletim da ANPUR, estabelecer um contato direto com docentes, pesquisadores e discentes de todos os programas filiados e associado à associação.

*Informações históricas retiradas do livro “Estudos urbanos e regionais no Brasil, 1983-2013: a trajetória de um campo disciplinar e de sua associação nacional”.

Para além dos Encontros Nacionais, a ANPUR realiza, a cada dois anos, os Seminários Nacionais de Avaliação do Ensino e Pesquisa em Estudos Urbanos e Regionais – SEPEPUR. Em 2022, a iniciativa incorporou “Extensão” em seu enunciado: Seminário de Avaliação do Ensino, Pesquisa & Extensão em Estudos Urbanos e Regionais.

Os Seminários, realizados em anos intercalados em relação aos ENANPURs, contam com a presença dos coordenadores e representantes de todos os Programas de Pós-Graduação e Centros de Pesquisa filiados e associados, de muitos de seus professores e estudantes, de representantes das agências públicas do Sistema Nacional de Educação e do Sistema Nacional de Pesquisa, procurando consolidar o amplo esforço reflexivo da ANPUR.

O I SEPEPUR, realizado em São Paulo-SP (2002), trouxe como pauta de discussão os impasses da ampliação da formação de terceiro grau e a relação entre o ensino público e o ensino privado. O evento procurou discutir a dualidade entre a formação crítica da universidade pública e a formação para o mercado da universidade privada, indagando sobre a possibilidade da independência da pesquisa numa universidade não pública.

O II SEPEPUR, ocorrido em Belo Horizonte-MG (2004), debateu as tendências e implicações da internacionalização do ensino, a interação entre a pesquisa acadêmica e a sociedade civil, as redes e grupos de pesquisa e cooperação interinstitucional.

O III SEPEPUR, realizado em Salvador-BA (2006), discutiu as perspectivas da área frente às diretrizes colocadas pelo Plano Nacional de Pós-Graduação 2005-2010, considerando a implantação da reforma universitária, as diretrizes de fomento à pesquisa no país e as potencialidades e limites dos formatos para a Pós-Graduação stricto-sensu.

O IV SEPEPUR, ocorrido em Belém-PA (2008), levantou os seguintes temas para discussão: a interação junto à sociedade civil, metodologias de ensino, internacionalização e visibilidade dos programas, procurando construir uma agenda de pesquisa e ensino para a área.

O V SEPEPUR, realizado em Florianópolis-SC (2010), explorou o papel da universidade frente à fragilização de paradigmas e a atualização do pensamento sobre a cidade, a região e o território como reflexão para o ensino e pesquisa da área. 

O VI SEPEPUR, ocorrido em Brasília-DF (2012), avaliou as propostas dos cursos de pós-graduação da área em relação às políticas e demandas dos Ministérios da Integração Nacional, das Cidades e do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada, analisando o papel das universidades na formação do pensamento sobre as cidades e sobre o habitat, com o intuito de formular diretrizes para uma política da área urbana e regional.

O VII SEPEPUR, novamente realizado em São Paulo-SP (2014), teve como tema central o problemático diálogo entre o perfil consolidado da área e os desafios emergentes que questionam e apontam para novas demandas relativas ao ensino e à pesquisa em estudos urbanos e planejamento urbano e regional.

O VIII SEPEPUR, realizado em Porto Alegre-RS (2016), recolocou em pauta a formação para o planejamento territorial em suas diferentes expressões acadêmicas – doutorados e mestrados acadêmicos, mestrados profissionais, relação dessas formações com cursos de graduação de diferentes áreas, como arquitetura e urbanismo, economia, geografia e sociologia –, enfatizando a importância do diálogo sul-sul frente aos problemas vividos pelas metrópoles e instituições de ensino superior sul-americanas.

Em 2018 foi realizado o IX SEPEPUR em Campinas-SP, com o tema “O Planejamento Urbano e Regional em tempos de crise: mobilização, criatividade e resistência”. O seminário procurou relacionar o ensino, a pesquisa e a extensão aos desafios contemporâneos no contexto de crise institucional e política. 

O X SEPEPUR, programado para acontecer em maio de 2020, na Praia da Pipa-RN, precisou ser adiado em função da pandemia de Covid-19. O evento foi finalmente realizado de forma remota, entre os meses de agosto e setembro de 2020. Com o tema “Desenvolvimento e Contradição no Brasil de Hoje”, o seminário propiciou o debate sobre o enfrentamento emergencial da crise sanitária no âmbito do ensino, pesquisa e extensão no campo dos estudos urbanos, mas também da permanente crise institucional.

Programado para acontecer de forma presencial, em São Paulo-SP, em novembro de 2022, o XI Seminário de Avaliação do Ensino, Pesquisa e Extensão em Estudos Urbanos e Regionais deverá discutir os desafios e as perspectivas do atual Sistema Nacional de Pós-graduação no campo dos estudos urbanos e planejamento, inclusive no que diz respeito à estrutura, avaliação e financiamento.

Boletins da ANPUR (2006-2008)

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