A ANPUR esteve presente na Reunião do GPEAN – Global Planning Education Association Network

A ANPUR esteve presente na Reunião do GPEAN – Global Planning Education Association Network, que ocorreu durante a 57a Conferência da ACSP – Association of Collegiate Schools of Planning, de 12 a 15 de outubro de 2017 em Denver, EUA. O GPEAN  é uma entidade formada por onze associações de programas universitários na área de planejamento urbano e regional ao redor do mundo, incluindo a ANPUR, cujo principal objetivo é promover o intercâmbio internacional do ensino e pesquisa da área.

Além da publicação da Revista Dialogues in Urban and Regional Planning, o GPEAN é responsável pela organização do WPSC – World Planning Schools Conference a cada cinco anos. A ANPUR foi representada pelo seu presidente, Prof. Eduardo Nobre, que foi indicado como o coordenador da Comissão Organizadora do próximo WPSC em 2021.

 

Reunião do GPEAN, Escola de Desenho Ambiental, Campus Boulder, Universidade do Colorado, EUA. Autor: Bruce Stiftel, 2017

Comitê Coordenador do GPEAN, Montanhas Rochosas, Colorado, EUA. Autor: Bruce Stiftel, 2017.

 

 

 

 

 

Carta de apoio da Diretoria da ANPUR à UERJ, seus professores, alunos e funcionários

A Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional (ANPUR), por meio da sua Diretoria, vem se solidarizar com os professores, os alunos e os funcionários da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). A crise da UERJ é um golpe duro na democracia brasileira, promovendo a destruição de décadas de trabalho e dedicação ao ensino, à pesquisa e à extensão. A sociedade brasileira, em particular a fluminense e a carioca, são as principais prejudicadas. Esta carta tem o propósito de apoiar a luta dos colegas e trabalhadores da UERJ e também conscientizar toda a comunidade acadêmica sobre o que está em jogo na universidade pública brasileira no momento em que se promove o desmonte daquela universidade.

O caso UERJ não é isolado. Avançam as medidas de corte de gastos que podem culminar na extinção da universidade, logo depois desta ter vivido um importante processo de expansão.

O estado do Rio de Janeiro foi, até recentemente, um importante laboratório de inclusão social por meio da ampliação do acesso ao ensino, à pesquisa e à extensão em universidades públicas e de qualidade. Isso atraiu novos atores às disputas políticas, pois muitos deles lidavam diretamente com as demandas da população na ausência de políticas públicas continuadas. No que tange especialmente à UERJ, esta foi pioneira na implantação do sistema de cotas raciais (Lei nº 3524/2000), num momento em que apenas 4% da população brasileira (dados de 1997), constituída de pardos e negros, tinham acesso à universidade. Esse pioneirismo foi de encontro aos interesses das elites, que temem perder o controle das instituições de ensino. Reconcentrar os recursos públicos nas áreas privilegiadas é uma forma de abortar esse projeto de inclusão e reforçar novamente o processo de discriminação.

O que está em jogo no caso da UERJ, portanto, é um projeto de universidade pública voltado à inclusão social, um projeto que passou a criar acesso ao ensino superior e a gerar benefícios concretos, por meio da formação intelectual, profissional e crítica, para camadas sociais da população brasileira historicamente alijadas do acesso ao conhecimento científico. Tal projeto também permitiu o acesso a uma universidade identificada com as demandas das populações menos assistidas pelo Estado. É este projeto que está sendo atacado e com ele todos os demais projetos acadêmicos e de inclusão, programas e planos de uma universidade voltada para o cidadão e para a produção científica de excelência no Brasil.

A extinção da UERJ seria mais um duro golpe na democracia brasileira.

Por estes motivos, a Diretoria da ANPUR presta apoio e solidariedade aos professores, alunos e funcionários da UERJ nesse momento difícil para a universidade brasileira.

Para acessar a carta original click no link

Reunião da Diretoria

No dia 4 de setembro de 2017, na cidade de São Paulo, SP, reuniram-se os membros da Diretoria da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional (ANPUR) para a sua primeira reunião da Gestão 2017-2019.

Clique para acessar a ata da reunião

 

Autora: Olga Firkowski

Autor: Eduardo Nobre

Informe da Diretoria

Na terça-feira dia 22 de agosto ocorreu reunião da SBPC no Centro Cultural Maria Antônia em São Paulo, onde a ANPUR foi representada pelo seu presidente prof. Eduardo Nobre. Nessa reunião foi apresentada a nova diretoria e foi formado um fórum permanente de discussão com as entidades Associadas.

O novo Presidente da SBPC, Prof. Ildeu de Castro Moreira (IF/UFRJ), apresentou um painel sobre a situação crítica da área de ciência e tecnologia no País e expôs os principais encaminhamentos previstos: envio de carta ao Presidente da República; atuação junto ao Congresso Nacional, através de uma Frente Parlamentar, pela CT&I, para rever os recursos previstos na LDO do ano que vem; utilização do evento “Marcha pela Ciência”, que ocorrerá no dia 2 de setembro e terá como tema “Como será a ciência daqui a vinte anos?”, para mobilizar o apoio da sociedade, em função da crise que vive o setor e demonstrar a importância da área; continuar pressionando os congressistas pela revogação da EC 95. Após a exposição, a reunião foi aberta ao debate, onde os representantes das Associações se manifestaram.

Muitos falaram da necessidade de mobilização da sociedade científica e suas estratégias de atuação. Muito foi questionado da efetividade de encaminhar carta ao presidente, mas ficou decidido que a SBPC atuará em todas as frentes. Foi sugerido também encaminhamento de carta ao Ministro Meirelles e que as Associadas repliquem essas manifestações, a fim de encher as caixas de e-mail do governo. Foi feito um balanço de que as manifestações já ocorridas tinham surtido algum efeito, na medida em que exigiu a manifestação oficial dos representantes do MCTIC, principalmente no que tange à questão do CNPq.

Foi falado também sobre a atual proposta de revisão do FNDCT e seus aspectos positivos e negativos. O positivo é que ele se tornará “um fundo especial de natureza contábil e financeira”, sendo relativamente independente do Governo. O aspecto péssimo e altamente perigoso é a proposta para que as entidades privadas/empresariais, que hoje podem solicitar até 20% desse fundo, passem a solicitar no mínimo 20%. Foi falado da necessidade do uso das redes sociais como uma maneira de mobilizar a comunidade científica e a sociedade civil.

Nesse aspecto, a ação de implantação dos painéis do “Tesourômetro do Conhecimento” na UFRJ, UFMG e UnB foi considerada como uma boa estratégia de comunicação social.

O Prof. Eduardo sugeriu, e foi aprovado pelos presentes uma “Carta à Nação Brasileira”, alertando sobre os riscos do sucateamento do sistema de CT&I, para o País e que, se necessário, a SBPC e Associadas deveriam colocar como matéria paga, nos principais periódicos do País. O professor sugeriu também que fossem colocados valores e comparações (quanto representa os cortes do MCTIC frente ao Orçamento Federal e qual o gasto público, em relação ao PIB do Brasil, com CT&I, comparado com os países centrais). O prof. Ildeu comentou, que está em discussão as formas de escolha dos representantes da SBPC nos diversos órgãos em que ela tem assento e da importância que essas representações devem ter no sentido de representarem, de fato, os interesses coletivos da comunidade científica.

Por fim, ficou decidido que a próxima reunião da SBPC será em Brasília, às vésperas da votação da LDO, e que os representantes da SBPC, das Associadas e das universidades federais farão pressão, junto aos deputados, para, a revisão dos valores de CT&I previstos.

Clique aqui para ler o documento na íntegra

Carta da Diretoria da ANPUR ao Ministro Kassab sobre situação do CNPq

São Paulo, 7 de agosto de 2017

Exmo. Sr. Gilberto Kassab

MD. Ministro de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.
Brasília – DF

Prezado Senhor,

A diretoria da ANPUR – Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional, entidade que reúne setenta programas de pós-graduação e entidades de pesquisa na área do planejamento urbano e regional, em consonância com o Fórum de Ciências Humanas, Sociais e Sociais Aplicadas, vem por meio desta, manifestar a sua grande preocupação com a gravidade da situação financeira pela qual passa o CNPq, principal órgão de fomento à pesquisa e inovação tecnológica do país. Os cortes recorrentes no orçamento, atrasos nos editais e as recentes notícias de suspensão do pagamento de bolsas têm deixado à comunidade científica apreensiva sobre o futuro do Sistema de CTI nacional. O CNPq foi criado há sessenta e seis anos a partir de um Projeto de Nação, que pensava o desenvolvimento científico e tecnológico como estratégia para a superação do atraso estrutural da sociedade brasileira, pois nenhuma potência mundial se desenvolveu sem o financiamento público nessa área.

Sendo área estratégica para o desenvolvimento nacional, o sucateamento desse sistema põe em risco a nossa soberania, condenando-nos à dependência tecnológica e à submissão aos interesses econômicos externos dos detentores do conhecimento. É injustificável que área de tamanha importância e relevância para o país seja submetida à lógica do chamado “ajuste fiscal”.

Só para termos ideia de valores, segundo informações do Portal da Transparência (www.transparencia.gov.br), até julho próximo passado, o Governo Federal tinha repassado apenas R$ 1,3 bilhões para as rubricas “Desenvolvimento Científico” e “Desenvolvimento Tecnológico e Engenharia”, subfunção-fim da área de Ciência e Tecnologia. Esse repasse representa apenas um quarto do total de R$ 4,9 bilhões, que foi o montante repassado no ano passado.

Enquanto isso, assistimos indignados a liberação de recursos da ordem de R$ 11,7 bilhões em emendas parlamentares, além da renúncia fiscal prevista de R$ 8,6 bilhões em dívidas dos produtores rurais, possibilitada pela edição da Medida Provisória nº 793, às vésperas da votação pela Câmara dos Deputados do relatório do Ministério Público Federal de denúncia por corrupção passiva contra o Senhor Presidente da República. É extremamente preocupante o privilégio que certos setores apresentam na liberação de recursos em detrimento de setores essenciais e de importância vital para a Nação, como o Setor de CTI.

A Comunidade Acadêmica não assistirá passiva ao desmonte do Sistema de CTI, patrimônio nacional montado no passado a muito custo e também não se calará em face da iminência da reedição do processo de migração de pesquisadores para países que oferecem condições adequadas para o exercício da atividade de pesquisa e produção do conhecimento.

Nesse sentido, a ANPUR em nome dos pesquisadores e professores que compõem sua Diretoria e dos milhares de profissionais a ela associados por meio dos diversos programas de pós-graduação existentes nas mais variadas partes desse país, vem demandar a Vossa Excelência, como representante da área junto o Governo Federal, a explicação para tal contingenciamento, ações concretas para a reversão de tal desastre, além do estabelecimento de uma agenda propositiva que afaste a ameaça que paira sobre o sistema de CTI no momento.

Certos de contarmos com a vossa atenção, aproveitamos o ensejo para enviar cordiais saudações.

Prof. Dr. Eduardo Alberto Cusce Nobre
Presidente da ANPUR

Veja o arquivo

Gestão 2017/2019

Presidente

Eduardo Alberto Cusce Nobre

Eduardo Alberto Cusce Nobre

Docente da Universidade de São Paulo // FAUUSP

Currículo Lattes

Secretário-Executivo

Tomás Antônio Moreira

Tomás Antônio Moreira

Docente da Universidade de São Paulo // IAUUSP

Currículo Lattes

Secretário Adjunto

Humberto Miranda do Nascimento

Humberto Miranda do Nascimento

Docente da Universidade Estadual de Campinas // UNICAMP

Currículo Lattes

Diretores:

Olga Lúcia Castreghini de Freitas Firkowski

Docente da Universidade Federal do Paraná // Departamento de Geografia

Currículo Lattes

Hipólita Siqueira de Oliveira

Docente da Universidade Federal do Rio de Janeiro // IPPUR

Currículo Lattes

José Júlio Ferreira Lima

Docente da Universidade Federal do Pará //FAU

Currículo Lattes

Márcio Moraes Valença

Docente da Universidade Federal do Rio Grande do Norte // CCHLA

Currículo Lattes

Conselho Fiscal (Titulares):

Fernanda Ester Sanchez Garcia

Docente da Universidade Federal Fluminense // PPGAU

Currículo Lattes

Rogério Leandro Lima da Silveira

Docente da Universidade de Santa Cruz do Sul // DHG

Currículo Lattes

Glória Cecília dos Santos Figueiredo

Docente da Universidade Federal da Bahia // FA

Currículo Lattes

Conselho Fiscal (Suplentes):

Benny Schvarsberg

Docente da Universidade de Brasília // FAU UnB

Currículo Lattes

Maria Camila Loffredo D'Ottaviano

Docente da Universidade de São Paulo // FAUUSP

Currículo Lattes

Pedro Vasconcelos Maia do Amaral

Docente da Universidade Federal de Minas Gerais // CEDEPLAR

Currículo Lattes