II Prêmio Rodrigo Simões de Teses de Doutorado (2019)

A Tese de Doutorado “Práxis de Política Urbana no Brasil: Movimentos e Articulações Nacionais e Internacionais na Construção do Direito à Cidade” de Liana Silvia de Viveiros Oliveira, do PPGAU/UFBA foi escolhida pela comissão julgadora a vencedora do II Prêmio Rodrigo Simões de Teses de Doutorado (2019). A comissão também premiou três trabalhos como Menções Honrosas.

Tese Vencedora:

Título: Práxis de Política Urbana no Brasil: Movimentos e Articulações Nacionais e Internacionais na Construção do Direito à Cidade
Autora: Liana Silvia de Viveiros Oliveira
Instituição: PPGAU/UFBA

Menções honrosas:

Título: Reinventando o urbano. Práticas culturais nas periferias e direito à cidade
Autora: Clarice Libânio
Instituição: NPGAU/EA-UFMG

Título: O manejo interinstitucional da “degradação legítima”. A burocratização subordinada da avaliação de impactos ambientais no planejamento territorial coordenado pela política energética brasileira
Autor: Julio Cesar Silva Dias
Instituição: IPPUR/UFRJ

Título: Articulações, sinergias e coalizões entre agentes públicos e privados na reestruturação urbana e imobiliária em Pelotas (RS)
Autora: Natalia Daniela Soares Sá Britto
Instituição: POSGEA/UFRGS

A comissão julgadora foi composta pela Professora Dra. Nelba Azevedo Penna, o Professor Dr. Juliano Pamplona Ximenes Ponte, a Professora Dra. Virgínia Elisabete Etges e a Professora Dra. Virgínia Pitta Pontual, e presidida pelo Professor Tomás Antônio Moreira do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo.

Para ler o Edital em sua íntegra, clique no link.

Associações Científicas assinam manifesto em defesa do Sistema de Ensino de Pós-Graduação e a das Ciências Humanas, Sociais Aplicadas, Letras, Línguas e Artes

A Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional, a Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo, a Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Geografia, a Associação Brasileira de Antropologia e a Associação Brasileira de Estudos Populacionais assinaram juntas manifesto de indignação e repúdio às informações inverídicas sobre as Ciências Humanas, Sociais Aplicadas, Linguística, Letras e Arte apresentadas pelo Sr. Abraham Weintraub, na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal no dia 07 de maio próximo passado e contra o bloqueio de forma generalizada todas as bolsas de mestrado e doutorado e linhas de financiamento oferecidas pela Capes, que estavam temporariamente sem uso, numa clara tentativa de desmantelar o Sistema Brasileiro de Ensino Superior de Pós-Graduação. Essas ações demonstram a sua ignorância da História, disciplina pela qual demonstram desprezo, pois, ações como essas sempre tiveram impactos nefastos no Setor de Ciência e Tecnologia dos países e certamente afetarão sobremaneira o Desenvolvimento Nacional, condenando o Brasil à eterna dependência tecnológica e intelectual do exterior.

Clique no link para acessar o manifesto.

ANPUR divulga o resultado do prêmio de dissertação de mestrado

É com muita satisfação que a Diretoria da ANPUR divulga o resultado do IX Prêmio Brasileiro de Dissertação de Mestrado “Política e Planejamento Urbano e Regional”, conforme Ata do Júri anexa.

Dissertação vencedora: “Territórios negros em Porto Alegre/RS (1800-1970): Geografia histórica da presença negra no espaço urbano”, de autoria de Daniele Machado de Vieira do POSGEA/UFRGS.

Menções honrosas:
  • “Refugiados urbanos – estudo sobre a distribuição territorial de refugiados no Rio de Janeiro e seu impacto no processo de integração local”, de autoria de Natalia da Cunha Cidade do PROURB/UFRJ;
  • “A precificação dos serviços de saneamento de água e esgoto e o objetivo social”, de autoria de Sávio Mourão Henrique do PPG PGT/UFABC;
  • “Mulheres e periferias como fronteiras: o tempo-espaço das moradoras do Conjunto Habitacional José Bonifácio”, de autoria de Carolina Alvim de Oliveira Freitas do PPGAU/FAU/USP.

O Júri foi presidido pelo prof. José Júlio Lima (UFPA) e composto pelos professores Isa de Oliveira Rocha (UFSC), Luiz Renato Bezerra Pequeno (UFC), Rômulo José da Costa Ribeiro (UnB) e Rosana Denaldi (UFABC).

Importante informar que na análise das dissertações finalistas, membros do júri com dissertações de suas respectivas instituições não participaram da avaliação da dissertação em questão

Clique no link para ler a ata em sua versão integral.

Anpur endossa nota pública da SBPC em favor das Ciências Humanas e Sociais

Em nota pública divulgada nesta sexta-feira, 26 de abril, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) contesta proposição do presidente da República de cortar investimentos federais para faculdades de Filosofia e Sociologia e defende que essas disciplinas oferecem contribuições “imprescindíveis” para o desenvolvimento de pesquisas e políticas públicas

Leia o texto na íntegra abaixo:

NOTA PÚBLICA DA SBPC EM DEFESA DAS CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) vem a público  manifestar sua discordância em relação à proposição feita ontem pelo Exmo. Sr. Presidente da República de que não haveria mais investimentos federais para faculdades de Filosofia e Sociologia. Diante desta afirmação e de outras críticas recentes e pouco fundamentadas que as Ciências Humanas e Sociais vêm sofrendo, enfatizamos que é grande a importância dessas ciências para a sociedade brasileira, assim como a das outras áreas do conhecimento. Elas podem não proporcionar, como ocorre com muitos avanços científicos, um retorno econômico imediato para a sociedade, mas podem contribuir fortemente para o desenvolvimento científico e tecnológico do País e para a melhoria das condições de vida de sua população. .

A SBPC, uma entidade que congrega todas as ciências e que luta pela melhoria da educação e por políticas públicas que conduzam a um desenvolvimento sustentável do País, escorado na ciência, tecnologia e inovação, se contrapõe a essas proposições, afirmando o caráter científico das Ciências Humanas e Sociais e demonstrando sua importância para as políticas públicas. É essencial para o País, e as entidades cientificas têm defendido isto por décadas, que formemos mais profissionais qualificados nas áreas de engenharia, de ciências naturais e de ciências aplicadas, e que estes encontrem condições adequadas para exercerem suas profissões; mas isto de nenhum modo deve estar associado a um desmonte das áreas de ciências sociais e humanas. Alertamos para o risco da utilização, sem o devido cuidado, de comparações internacionais muitas vezes falsas, imprecisas ou distorcidas para embasar a definição de políticas internas relativas à ciência e à tecnologia.

Cabe lembrar que as Ciências Humanas e Sociais não são ideologias, como tem sido afirmado frequentemente. Elas trabalham com metodologias científicas específicas, que incluem o levantamento cuidadoso de dados com o uso de questionários, entrevistas, análise de documentos e observações no campo de estudo, e suas conclusões estão baseadas em evidências. Elas se utilizam frequentemente de dados estatísticos para chegar a determinados resultados ou conclusões, o que atesta, ainda, a importância de instrumentos de conhecimento, como o Censo Demográfico, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), o Censo Educacional e a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), que estão também sendo motivo de questionamento por gestores do atual governo.

 Além de possibilitar o avanço do próprio conhecimento da área social, cabe tornar explícita a principal contribuição dessas ciências. Por meio das suas teorias, modelos e metodologias, elas procuram fornecer subsídios para a formulação, implementação, acompanhamento e avaliação das políticas públicas elaboradas pelo governo e pela sociedade, visando à melhoria do bem estar social, que é aferido qualitativa e quantitativamente por meio de indicadores apropriados.

A sua contribuição é, portanto, imprescindível tanto na produção de pesquisas que dão suporte às políticas e aos serviços públicos, como na formação de recursos humanos necessários à operação desses serviços. Podem ser citados muitos exemplos de pesquisas, por exemplo aquelas realizadas por universidades, instituições de pesquisa ou por Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs), que contribuíram para a política cultural, educacional, ambiental, de segurança, saúde e habitação do país ou de regiões determinadas.

Por outro lado, as Ciências Humanas e Sociais podem exercer o papel de produzir, de forma permanente, uma reflexão crítica sobre a sociedade e seu funcionamento, que é um elemento fundamental no processo democrático e que é necessário para o controle social e político sobre os processos e as finalidades do desenvolvimento. Elas são essenciais, ainda, em sua contribuição ao processo de formação de cidadãos com a capacidade crítica que a sociedade moderna exige.

Ressalte-se, ainda, que muitas carreiras e desenvolvimentos bem sucedidos nas áreas tecnológicas não resultam simplesmente de conhecimento técnico. Eles requerem habilidades de liderança, inteligência emocional, compreensão da cultura, em outras palavras, um entendimento do contexto econômico e social  que as Ciências Humanas e Sociais podem prover. A integração entre as diferentes áreas de conhecimento é mais fecunda e produtiva socialmente do que a separação entre elas ou a exclusão de algumas delas.

Finalmente, registramos que críticas orquestradas dirigidas às Ciências Humanas e Sociais constituem parte de uma estratégia mais geral que ameaça toda a pesquisa científica do País. Pretende-se restringir a formação universitária à mera aplicação de técnicas importadas e reduzir fortemente os investimentos em ciência, tecnologia e inovação, o que afetará profundamente as universidades e instituições públicas de pesquisa responsáveis por grande parte da produção científica e tecnológica do Brasil e colocará em risco a sobrevivência do sistema nacional de CT&I e a própria soberania nacional.  O domínio da cadeia de conhecimentos científicos e tecnológicos, como evidenciado pela história de todos os países desenvolvidos, é imprescindível para a superação da crise atual do País e para seu desenvolvimento econômico e social.

ANPUR assina manifesto conjunto com ANPEGE e ABG contra o corte de recursos do Censo 2020

O presidente da ANPUR, professor Eduardo Nobre, assinou em conjunto com o presidente da Associação Nacional de Pós-Graduação em Geografia  (ANPENGE), prof. Manoel Fernandes de Sousa Neto e o diretor da Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB), prof. Eduardo Donizetti Girotto, um manifesto de repúdio ao corte definido pelo Governo Federal e IBGE nas verbas destinadas à realização do Censo Demográfico do Brasil 2020.
Para acessar a carta, clique no link

Reunião da Diretoria

No dia 25 de março de 2019 os membros da Diretoria da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional (ANPUR) reuniram-se por videoconferência para realizar a terceira reunião da Gestão 2017-2019.

Para leitura da ata, por favor clique no link.