XVIII Seminário de Diamantina: Prorrogação de data de submissão

A data de submissão de artigos para o XVIII Seminário de Diamantina foi prorrogada para 23h59 do dia 22/05/2019.

O seminário ocorrerá na cidade de Diamantina(MG), entre 19 e 23 de agosto de 2019. Originalmente criado para refletir sobre Minas Gerais, o evento, realizado pela primeira vez em 1982 se ampliou para o âmbito nacional e internacional o escopo de suas discussões. Este ano, após as tragédias ocorridas em Mariana e em Brumadinho, o tema da crise da mineração em Minas Gerais e no Brasil será objeto de profunda reflexão.

Assim, nesta 18ª edição, é em torno do tema da crise da mineração que o seminário também pretende motivar reflexão crítica sobre aspectos centrais da superposição de crises, que se abatem hoje a realidade mineira e brasileira. Destacam-se a profunda crise do estado de Minas Gerais e do país, assim como profunda crise internacional, a um tempo, econômica, política, ambiental, geopolítica, humanitária, que se reflete em aprofundamento das desigualdades sociais, em desemprego e precarização do trabalho, em crise ambiental, em crise humanitária sob a forma de migrações forçadas, de intensos fluxos de refugiados, de violência e intolerância, que ameaçam a democracia e a paz.

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II CILITUR: Chamada de Trabalhos

O Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Urbano – MDU e o Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) sediarão o II CILITUR – COLÓQUIO NACIONAL SOBRE CIDADES LITORÂNEAS E TURISMO, com o tema “Turismo e desenvolvimento desigual no litoral brasileiro”, no Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA) – Campus Recife, entre os dias 11 e 13 de novembro de 2019.

TEMÁTICA

A inserção da atividade turística como paradigma de desenvolvimento econômico prevalece desde o século XX como uma prerrogativa dos Estados, que têm implementado políticas públicas, ações e intervenções no território a fim de promover o turismo, em conjunto com as empresas e a complexa cadeia produtiva do mercado turístico. No caso brasileiro, notadamente ao longo de toda a sua extensa faixa litorânea, verifica-se que as transformações suscitadas para permitir os fluxos turísticos de pessoas e capitais em um território marcado por processos pretéritos de urbanização desigual e dependente, acabam por exacerbar a fragmentação, a apropriação seletiva do ambiente natural e construído e, consequentemente, a segregação socioespacial.

Ademais, em um contexto global de supostas crises do capital, conflitos políticos-ideológicos, acirramento de desigualdades históricas e o surgimento de outras, incrementadas pelas inovações tecnológicas e digitais, bem como ações de resistência e participação de vários agentes, verifica-se um campo vasto de discussões sobre os processos, conflitos e contradições do desenvolvimento desigual na produção e consumo do espaço no litoral brasileiro na atualidade.

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Presidente da ANPUR participa da organização do WPSC 2021

No período de 11 a 14 de abril, o Presidente da ANPUR, professor Eduardo Nobre, esteve participando da organização do World Planning Schools Congress que ocorrerá na cidade de Lisboa de 5 a 9 de julho de 2021. Na visita, ele e o professor David Amborski (Univirsity of Ryerson), representaram o Global Planning Education Association Network, e,  junto com o Comitê Organizador Local, composto pelos professores da Universidade de Lisboa, José Antunes Ferreira, José Manuel Simões  e Sofia Morgado definiram a estrutura básica do congresso

XVI Simpurb em Vitoria de 14 a 17 de novembro de 2019

XVI SIMPURB (Simpósio Nacional de Geografia Urbana)

Tema: Cidades, Revoluções e Injustiças: entre espaços privados, públicos, direito à cidade e comuns urbanos. 

Em 2017 se comemorou 100 anos da Revolução Russa, enquanto em 2018 se completaram os 50 anos do maio de 1968 (que nem sempre começou ou acabou no mês de maio e teve repercussões por anos a fio em diversas sociedades). Nos últimos anos, rebeliões, revoltas e levantes têm estremecido as ordens políticas e sociais de diversos países em diferentes continentes. O aspecto da luta pelo direito à cidade e pelo comum de todas essas revoluções, rebeliões e levantes é a importância estratégica das cidades, pontos de convergência e de multiplicação dos movimentos das praças, dos parques, das ocupações de ruas, das ocupações de fábricas, das greves e das manifestações por melhores condições de vida cotidiana e contestação da ordem dominante. Esses movimentos também fazem emergir as “minorias”, muitas vezes majoritárias,  oprimidas (mulheres, diversidades sexuais, raciais, migrantes), desvelando o múltiplo e o diverso no espaço urbano. O espaço urbano está em disputa, pois ele é lócus estratégico de controle, repressão e opressão por parte do Estado em todas as suas escalas se colocando, na maioria das vezes, ao serviço das classes dominantes. Vive-se, desse modo, momentos contraditórios na reprodução do espaço urbano e esse movimento revela  os impasses das lutas e dos movimentos sociais na cidade.

Em 2018 completam-se 10 anos do apogeu da crise financeira que se desenvolveu a partir do setor imobiliário dos EUA e se estendeu para todo o mundo. O domínio da produção do espaço pelo capital financeiro recoloca em novas bases os conflitos e exacerba as contradições pelo direito à cidade. Às condições econômicas agravadas desde então somaram-se crises de outras ordens, sobretudo de natureza política, e que impactaram também a sociedade brasileira e a vida nas cidades. As perspectivas de reação conservadora e o contingenciamento ou descontinuidade das políticas sociais implicam em desafios também para a universidade e para o pensamento social. Como pensar a crise? Como refletir sobre os novos discursos que dela emergem ou nela se reforçam? Como pensar a perspectiva de novas segregações sociais que tendem a surgir? Como enfrentar isso com uma universidade também em crise?

A violência social, econômica e espacial se revela em toda a sua crueza, movimentos retrógrados e neoconservadores ameaçam o pouco de conquistas sociais das sociedades salariais, o fosso entre dominantes e dominados se amplia, as geopolíticas urbanas constroem as cidades partidas no lugar das cidades partilhadas. A ordem neoliberal tem acelerado os processos de espoliação urbana e de captura da criação e inventividade coletiva por meio da proliferação do capitalismo de forma imanente em todos os setores da vida. Os espaços coletivos e comuns citadinos são ameaçados provocando rupturas, mas também resistências. Diante desses fatos, como pensar um conhecimento múltiplo – a geografia urbana e outros saberes que têm a cidade e o urbano como espaço de conhecimento – no período recente? O que há de novo nas produções sociais e urbanas e como elas se traduzem no debate dos saberes sobre a cidade e o urbano? Quais movimentos, quais escalas? Quais debates de classes e de categorias sociais nos espaços urbanos? Quais economias urbanas (indústria, serviços, produção imobiliária)? Quais justiças espaciais? Quais re(pro)duções dos espaços urbanos? Quais criações ampliadas das lutas dos e pelos espaços comuns instituídas politicamente? Como sair da apoteose do negativo em direção a uma positividade na afirmação do possível e da virtual utopia das conquistas sociais das classes dominadas? Como desvelar e colocar em relevo a alegria (real e virtual) face à morte anunciada pelo “comum do capital” difundida sob o manto de depressão cotidiana jogada sobre a sociedade e a cidade? Qual citadinidade cotidiana se desvela nos movimentos que se fazem hoje? Quais reivindicações do direito à cidade? Estes são os questionamentos e as problematizações que orientarão os debates nas mesas do XVI SIMPURB. 
 
Outro pressuposto balizador da realização do XVI SIMPURB 2019 é o que se refere ao fato de todos os Grupos de Trabalhos (GTs) dialogarem com o tema do evento e serem espaços de debate sobre o que se produz na geografia urbana brasileira e internacional.

 

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Convite para o Simpósio Produção Imobiliária e Outros Fazeres da Cidade

Caro(a)s estudantes, professore(a)s, pesquisadore(a)s, profissionais e membros de coletivos e movimentos sociais,

É com grande prazer que anunciamos e convidamos a todo(a)s o(a)s interessado(a)s para o Simpósio Produção Imobiliária e Outros Fazeres da Cidade – promovido pelo Grupo de Pesquisa Lugar Comum, a Faculdade de Arquitetura da UFBA e o seu Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo -, que será realizado de 3 a 6 de junho de 2019 na cidade de Salvador. 

Em debate, o campo de conhecimentos sobre a produção imobiliária latino-americana em (des)articulação com Outros fazeres da Cidade. Inscrições e submissões de propostas de oficinas até 03 de maio de 2019.

Atenciosamente,

Comissão Organizadora do Simpósio

Site do evento: www.bit.ly/simposiofaufba

A Anpur oficia o Sr. Ministro da Educação sobre os recursos da Capes para o Sistema Nacional de Pós-Graduação

Preocupada com as notícias de falta de previsão de recursos dos Programas PROAP e PROEX da Capes para financiamento de custeio do Sistema Nacional de Pós-Graduação para o ano de 2019, a diretoria da ANPUR resolveu oficiar no dia 21 de março o Ministro de Estado da Educação, Sr. Ricadro Vélez Rodrigues cobrando ações para a sua provisão. Sem esses recursos é possível que muitos programas de pós-graduação parem de funcionar já em 1o de maio próximo futuro, quando se esgotam os atuais recursos da Capes. A diretoria da ANPUR solicita que TODOS os programas filiados e associados procedam da mesma forma, oficiando o Ministério da Educação.

 

Ao Excelentíssimo Senhor
RICARDO VÉLEZ RODRÍGUEZ
Ministro de Estado da Educação.
Brasília – DF

Senhor Ministro,
A diretoria da ANPUR, associação científica que reúne 70 programas de pós-graduação e pesquisa na Área de Estudos Urbanos e Regionais, recebeu com extrema preocupação informação noticiada pelo site Direto da Ciência informando que a Fundação Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) ainda não definiu as verbas de custeio dos cursos de pós-graduação registrados junto a esta fundação para o ano de 2019 (Capes atrasa estimativa anual para verbas de custeio da pós-graduação).
Com recursos previstos para durar até o fim de abril próximo futuro, milhares de cursos de pós-graduação stricto sensu de instituições de ensino superior públicas e privadas no Brasil dependem para o seu custeio das verbas do Programa de Apoio à Pós-Graduação – PROAP (no caso das instituições públicas) e do Programa de Excelência Acadêmica – PROEX (instituições públicas e privadas com nota 6 e 7).
A provisão de recursos desses dois programas é condição sine qua non para a existência de uma ciência brasileira autônoma e de qualidade, pois, conforme as portarias que regulamentam os dois programas, o seu uso é previsto para aquisição de material de consumo; para manutenção e funcionamento de laboratórios de ensino e pesquisa; para participação de professores, pesquisadores e alunos em atividades científico-acadêmicas e de intercâmbio no país e no exterior; pagamento de bolsas e taxas escolares para manutenção de bolsistas em IES privadas (no caso do PROEX), entre outros.
A cessão do pagamento desses recursos ocasionará o desmantelamento do Sistema de Nacional Pós-Graduação, com gravíssimos impactos no Setor de Pesquisa e Desenvolvimento, setor este estratégico para o próprio Desenvolvimento e Soberania Nacionais.
Dessa forma, a Diretoria da ANPUR vem por meio desta solicitar que sejam tomadas com a maior urgência possível as medidas necessárias para o provimento desses recursos, evitando que os programas de pós-graduação em todo o Brasil parem a partir de 1º de maio próximo futuro.

Atenciosamente,
EDUARDO ALBERTO CUSCE NOBRE
Presidente

 

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