ANPUR divulga o resultado do prêmio de dissertação de mestrado

É com muita satisfação que a Diretoria da ANPUR divulga o resultado do IX Prêmio Brasileiro de Dissertação de Mestrado “Política e Planejamento Urbano e Regional”, conforme Ata do Júri anexa.

Dissertação vencedora: “Territórios negros em Porto Alegre/RS (1800-1970): Geografia histórica da presença negra no espaço urbano”, de autoria de Daniele Machado de Vieira do POSGEA/UFRGS.

Menções honrosas:
  • “Refugiados urbanos – estudo sobre a distribuição territorial de refugiados no Rio de Janeiro e seu impacto no processo de integração local”, de autoria de Natalia da Cunha Cidade do PROURB/UFRJ;
  • “A precificação dos serviços de saneamento de água e esgoto e o objetivo social”, de autoria de Sávio Mourão Henrique do PPG PGT/UFABC;
  • “Mulheres e periferias como fronteiras: o tempo-espaço das moradoras do Conjunto Habitacional José Bonifácio”, de autoria de Carolina Alvim de Oliveira Freitas do PPGAU/FAU/USP.

O Júri foi presidido pelo prof. José Júlio Lima (UFPA) e composto pelos professores Isa de Oliveira Rocha (UFSC), Luiz Renato Bezerra Pequeno (UFC), Rômulo José da Costa Ribeiro (UnB) e Rosana Denaldi (UFABC).

Importante informar que na análise das dissertações finalistas, membros do júri com dissertações de suas respectivas instituições não participaram da avaliação da dissertação em questão

Clique no link para ler a ata em sua versão integral.

Anpur endossa nota pública da SBPC em favor das Ciências Humanas e Sociais

Em nota pública divulgada nesta sexta-feira, 26 de abril, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) contesta proposição do presidente da República de cortar investimentos federais para faculdades de Filosofia e Sociologia e defende que essas disciplinas oferecem contribuições “imprescindíveis” para o desenvolvimento de pesquisas e políticas públicas

Leia o texto na íntegra abaixo:

NOTA PÚBLICA DA SBPC EM DEFESA DAS CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) vem a público  manifestar sua discordância em relação à proposição feita ontem pelo Exmo. Sr. Presidente da República de que não haveria mais investimentos federais para faculdades de Filosofia e Sociologia. Diante desta afirmação e de outras críticas recentes e pouco fundamentadas que as Ciências Humanas e Sociais vêm sofrendo, enfatizamos que é grande a importância dessas ciências para a sociedade brasileira, assim como a das outras áreas do conhecimento. Elas podem não proporcionar, como ocorre com muitos avanços científicos, um retorno econômico imediato para a sociedade, mas podem contribuir fortemente para o desenvolvimento científico e tecnológico do País e para a melhoria das condições de vida de sua população. .

A SBPC, uma entidade que congrega todas as ciências e que luta pela melhoria da educação e por políticas públicas que conduzam a um desenvolvimento sustentável do País, escorado na ciência, tecnologia e inovação, se contrapõe a essas proposições, afirmando o caráter científico das Ciências Humanas e Sociais e demonstrando sua importância para as políticas públicas. É essencial para o País, e as entidades cientificas têm defendido isto por décadas, que formemos mais profissionais qualificados nas áreas de engenharia, de ciências naturais e de ciências aplicadas, e que estes encontrem condições adequadas para exercerem suas profissões; mas isto de nenhum modo deve estar associado a um desmonte das áreas de ciências sociais e humanas. Alertamos para o risco da utilização, sem o devido cuidado, de comparações internacionais muitas vezes falsas, imprecisas ou distorcidas para embasar a definição de políticas internas relativas à ciência e à tecnologia.

Cabe lembrar que as Ciências Humanas e Sociais não são ideologias, como tem sido afirmado frequentemente. Elas trabalham com metodologias científicas específicas, que incluem o levantamento cuidadoso de dados com o uso de questionários, entrevistas, análise de documentos e observações no campo de estudo, e suas conclusões estão baseadas em evidências. Elas se utilizam frequentemente de dados estatísticos para chegar a determinados resultados ou conclusões, o que atesta, ainda, a importância de instrumentos de conhecimento, como o Censo Demográfico, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), o Censo Educacional e a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), que estão também sendo motivo de questionamento por gestores do atual governo.

 Além de possibilitar o avanço do próprio conhecimento da área social, cabe tornar explícita a principal contribuição dessas ciências. Por meio das suas teorias, modelos e metodologias, elas procuram fornecer subsídios para a formulação, implementação, acompanhamento e avaliação das políticas públicas elaboradas pelo governo e pela sociedade, visando à melhoria do bem estar social, que é aferido qualitativa e quantitativamente por meio de indicadores apropriados.

A sua contribuição é, portanto, imprescindível tanto na produção de pesquisas que dão suporte às políticas e aos serviços públicos, como na formação de recursos humanos necessários à operação desses serviços. Podem ser citados muitos exemplos de pesquisas, por exemplo aquelas realizadas por universidades, instituições de pesquisa ou por Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs), que contribuíram para a política cultural, educacional, ambiental, de segurança, saúde e habitação do país ou de regiões determinadas.

Por outro lado, as Ciências Humanas e Sociais podem exercer o papel de produzir, de forma permanente, uma reflexão crítica sobre a sociedade e seu funcionamento, que é um elemento fundamental no processo democrático e que é necessário para o controle social e político sobre os processos e as finalidades do desenvolvimento. Elas são essenciais, ainda, em sua contribuição ao processo de formação de cidadãos com a capacidade crítica que a sociedade moderna exige.

Ressalte-se, ainda, que muitas carreiras e desenvolvimentos bem sucedidos nas áreas tecnológicas não resultam simplesmente de conhecimento técnico. Eles requerem habilidades de liderança, inteligência emocional, compreensão da cultura, em outras palavras, um entendimento do contexto econômico e social  que as Ciências Humanas e Sociais podem prover. A integração entre as diferentes áreas de conhecimento é mais fecunda e produtiva socialmente do que a separação entre elas ou a exclusão de algumas delas.

Finalmente, registramos que críticas orquestradas dirigidas às Ciências Humanas e Sociais constituem parte de uma estratégia mais geral que ameaça toda a pesquisa científica do País. Pretende-se restringir a formação universitária à mera aplicação de técnicas importadas e reduzir fortemente os investimentos em ciência, tecnologia e inovação, o que afetará profundamente as universidades e instituições públicas de pesquisa responsáveis por grande parte da produção científica e tecnológica do Brasil e colocará em risco a sobrevivência do sistema nacional de CT&I e a própria soberania nacional.  O domínio da cadeia de conhecimentos científicos e tecnológicos, como evidenciado pela história de todos os países desenvolvidos, é imprescindível para a superação da crise atual do País e para seu desenvolvimento econômico e social.

Diretoria da ANPUR divulga resultado do Prêmio Milton Santos

É com muita satisfação que a Diretoria da ANPUR divulga o resultado do IX “Prêmio Milton Santos” na modalidade artigos científicos. O Júri foi composto por Benny Schvarsberg (PPGAU-UNB), Helena Lúcia Zagury Tourinho (PDMAU-UNAMA), Humberto Miranda do Nascimento (PPGDE-UNICAMP), Laila Nazem Mourad (UCSAL) e Tania Marques Strohaecker (PPGeo-UFRGS).


Após três rodadas de leitura e avaliação dos 20 (vinte) artigos submetidos ao concurso, o Júri indica como vencedor do IX Prêmio “Milton Santos” o artigo “Canaã dos Carajás: um laboratório sobre as circunstâncias da urbanização, na periferia global e no alvorecer do século XXI “, dos autores Ana Cláudia Duarte Cardoso, Lucas Souto Cândido e Ana Carolina Campos de Melo, publicado pela Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais: RBEUR, São Paulo, v. 20, n. 1, p.121-140, jan. 2018.


O Júri também conferiu um Menção Honrosa ao artigo “The making of urban financialization? An exploration of brazilian urban partnership operations with building certificates”, dos autores Jeroen Johannes Klink e Laisa Eleonora Marostica Stroher, publicado pela Revista LAND USE POLICY, v. 69, p. 519-528, 2017.
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Presidente da ANPUR participa da organização do WPSC 2021

No período de 11 a 14 de abril, o Presidente da ANPUR, professor Eduardo Nobre, esteve participando da organização do World Planning Schools Congress que ocorrerá na cidade de Lisboa de 5 a 9 de julho de 2021. Na visita, ele e o professor David Amborski (Univirsity of Ryerson), representaram o Global Planning Education Association Network, e,  junto com o Comitê Organizador Local, composto pelos professores da Universidade de Lisboa, José Antunes Ferreira, José Manuel Simões  e Sofia Morgado definiram a estrutura básica do congresso

A Diretoria da ANPUR divulga o resultado do IV “Prêmio Ana Clara Torres Ribeiro”

É com muita satisfação que a Diretoria da ANPUR divulga o resultado do IV “Prêmio Ana Clara Torres Ribeiro” na modalidade livros. O Júri foi composto por Maria do Carmo L. Bezerra (UnB), Madianita Nunes da Silva (UFPR), Hipólita Siqueira de Oliveira (UFRJ)Gilberto Corso Pereira (UFBA) e Simaia Mercês (UFPA). 


Após a leitura e a avaliação sobre os 10 (dez) livros submetidos ao concurso, o Júri deliberou pela concessão do prêmio para o livro Planejamento Regional no Estado de São Paulo: Polos, Eixos e a Região dos Vetores Produtivos, de Jeferson Tavares


O Júri também conferiu três Menções Honrosas para os livros: Metrópole,Metropolização e Regionalização, de Sandra LencioniSeis modos de ver a cidade, de Tadeu Alencar ArraisA Cidade e a Modernização: sociedade civil, estado e mercado em disputa pelo conceito de planejamento urbano, de Milton Cruz.


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ANPUR assina manifesto conjunto com ANPEGE e ABG contra o corte de recursos do Censo 2020

O presidente da ANPUR, professor Eduardo Nobre, assinou em conjunto com o presidente da Associação Nacional de Pós-Graduação em Geografia  (ANPENGE), prof. Manoel Fernandes de Sousa Neto e o diretor da Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB), prof. Eduardo Donizetti Girotto, um manifesto de repúdio ao corte definido pelo Governo Federal e IBGE nas verbas destinadas à realização do Censo Demográfico do Brasil 2020.
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