Discussão sobre o Future-se

Vejam o texto da professora ANA CRISTINA FERNANDES (UFPE) sobre o Future-se, que divulgamos como provocação ao debate. O texto prioriza a discussão da dimensão financeiro-imobiliária da proposta em pauta, que é uma das preocupações mais relevantes nas discussões da comunidade anpuriana. Favor enviar comentários e contribuições para o e-mail: presidencia@anpur.org. 
 
 

Para ler o texto da professora clique aqui.

Nova diretoria da ANPUR

A gestão da nova Diretoria da ANPUR teve início em 1 de agosto do corrente ano e é composta dos seguintes professores/pesquisadores:

 
Gestão 2019/2021

 

Presidente:    Diretores:     Conselho Fiscal (Titulares):
Márcio Moraes Valença UFRN/PPEUR/PPGAU

Carolina Pescatori Cândido da SilvaUnB/PPGAU-FAU

Fernanda Ester Sánchez García UFF/PPGAU

Fernando Cézar de Macedo Mota UNICAMP/PPGDE

Ivo Marcos Theis FURB/PPGDR

Cristina Pereira de Araújo UFPE/MDU

João Bosco Moura Tonucci Filho UFMG/CEDEPLAR

Juliano Pamplona Ximenes Ponte UFPA/PPGAU

Secretário Executivo:
Sara Raquel Fernandes Queiroz de Medeiros UFRN/PPEUR
Secretário Adjunto :    Conselho Fiscal (Suplentes):
Maria Camila Loffredo D’OttavianoUSP/PPGAU-FAU  

Inês Martina Lersch UFGRS/PROPUR

Marcos Barcellos de Souza UFABC/PPGT

Pedro Araújo Pietrafesa PUC-GO/PPGDR

 

SOMOS TODOS CNPq!

 

Nós, entidades científicas e instituições de ensino e pesquisa, pesquisadores, professores, estudantes, técnicos, empresários, profissionais liberais, trabalhadores, cidadãs e cidadãos brasileiros que se preocupam com o desenvolvimento científico e tecnológico do Brasil, nos dirigimos às autoridades máximas do País e aos parlamentares do Congresso Nacional, por meio deste abaixo-assinado, em defesa de recursos adequados para o Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico – CNPq e contra a sua extinção.

Manifestamos grande preocupação diante da grave situação orçamentária e financeira do CNPq, que coloca em risco décadas de investimentos em recursos humanos e na infraestrutura para pesquisa e inovação no Brasil. A comunidade científica tem alertado há meses, sem sucesso, o Governo Federal e o Congresso Nacional para o déficit de R$ 330 milhões no orçamento do CNPq em 2019. Se esta situação não for rapidamente alterada, haverá a suspensão do pagamento de todas as bolsas do CNPq a partir de setembro deste ano. Este fato, se concretizado, colocará milhares de estudantes de pós-graduação e de iniciação científica, no país e no exterior, em situação crítica para sua manutenção e para o prosseguimento de seus estudos, além de suspender as bolsas de pesquisadores altamente qualificados em todas as áreas do conhecimento. Em função dos drásticos cortes orçamentários para a Ciência, Tecnologia e Inovação, já se observa uma expressiva evasão de estudantes, o sucateamento e o esvaziamento de laboratórios de pesquisa, uma procura menor pelos cursos de pós-graduação e a perda de talentos para o exterior. Este quadro se acelerará dramaticamente com a suspensão do pagamento das bolsas do CNPq.

O CNPq tem sofrido, ainda, uma forte redução nos recursos de custeio operacional e séria limitação em seu pessoal técnico. Isto gera dificuldades crescentes na manutenção de seus programas e atividades, que são essenciais para o Sistema Nacional de CT&I.  Criado em 1951, o CNPq tem sido um vetor fundamental para o desenvolvimento da ciência e da tecnologia e, também, para a economia do País. O impacto positivo da pesquisa científica brasileira, nos diversos campos da atividade econômica e nas políticas públicas do País, é evidenciado por inúmeros casos de sucesso, como na saúde pública (por exemplo, a prevenção e controle do Zika), no enorme crescimento na produção de grãos, em particular a soja, em inúmeras inovações que melhoram a qualidade de vida dos brasileiros e na descoberta e exploração do Pré-sal. A nação não pode perder este patrimônio construído ao longo de décadas pelo esforço conjunto de cientistas e da sociedade brasileira.

Queremos a recomposição imediata do Orçamento do CNPq, em 2019, com um aporte suplementar de recursos da ordem de R$ 330 milhões para que ele possa cumprir os seus compromissos deste ano, em particular no pagamento das bolsas.

Conclamamos as instâncias decisórias do Executivo e do Legislativo Federal a reverterem imediatamente este quadro crítico de desmonte do CNPq e a colocarem também, no Orçamento de 2020, os recursos necessários ao funcionamento pleno do CNPq.

Consideramos inaceitável a extinção do CNPq, como sinaliza este estrangulamento orçamentário e uma política para a CT&I sem compromisso com o desenvolvimento científico e econômico do País e com a soberania nacional.

#somostodosCNPq

Esta petição tem apoio das seguintes entidades científicas e acadêmicas brasileiras:

Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC)

Academia Brasileira de Ciências (ABC)

Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (ANDIFES)

Conselho Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa (CONFAP)

Conselho Nacional das Fundações de Apoio às Instituições de Ensino Superior e de Pesquisa Científica e Tecnológica (CONFIES)

Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (CONIF)

Fórum Nacional de Pró-reitores de Pesquisa e Pós-graduação (FOPROP)

Rede Brasileira de Cidade Inteligentes & Humanas

Associação Brasileira de Antropologia (ABA)

Associação Brasileira de Ciência Ecológica (ABECO)

Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP)

Associação Brasileira de Cristalografia (ABCr)

Associação Brasileira de Enfermagem (ABEN)

Associação Brasileira de Engenharia de Produção (ABEPRO)

Associação Brasileira de Estudos Populacionais (ABEP)

Associação Brasileira de Estudos Sociais das Ciências e das Tecnologias (Esocite.BR)

Associação Brasileira de Física Médica (ABFM)

Associação Brasileira de Linguística (ABRALIN)

Associação Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências (ABRAPEC)

Associação Brasileira de Pesquisadores de Comunicação Organizacional e de Relações Públicas (ABRAPCORP)

Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor)

Associação Brasileira de Psicologia Social (ABRAPSO)

Associação Brasileira de Relações Internacionais (ABRI)

Associação Nacional de História (ANPUH-Brasil)

Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Psicologia (ANPEPP)

Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPED)

Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional (ANPUR)

Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia (ANPOF)

Associação Nacional de Tecnologia do Ambiente Construído (ANTAC)

Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação (COMPÓS)

Federação Brasileira das Associações Científicas e Acadêmicas da Comunicação (SOCICOM)

Federação de Sociedades de Biologia Experimental (FeSBe)

Sociedade Astronômica Brasileira (SAB)

Sociedade Botânica do Brasil (SBB)

Sociedade Brasileira da Ciência das Plantas Daninhas (SBCPD)

Sociedade Brasileira de Automática (SBA)

Sociedade Brasileira de Biociências Nucleares (SBBN)

Sociedade Brasileira de Biofísica (SBBf)

Sociedade Brasileira de Biologia Celular (SBBC)

Sociedade Brasileira de Bioquímica e Biologia Molecular (SBBq)

Sociedade Brasileira de Computação (SBC)

Sociedade Brasileira de Economia Ecológica (ECOECO)

Sociedade Brasileira de Educação Matemática (SBEM)

Sociedade Brasileira de Eletromagnetismo (SBMAG)

Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos (SBEC)

Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual (SOCINE)

Sociedade Brasileira de Farmacognosia (SBFgnosia)

Sociedade Brasileira de Farmacologia e Terapêutica Experimental (SBFTE)

Sociedade Brasileira de Física (SBF)

Sociedade Brasileira de Fisiologia (SBF)

Sociedade Brasileira de Fisiologia Vegetal (SBFV)

Sociedade Brasileira de Genética (SBG)

Sociedade Brasileira de Geofísica (SBGf)

Sociedade Brasileira de Geologia (SBG)

Sociedade Brasileira de História da Ciência (SBHC)

Sociedade Brasileira de História da Educação (SBHE)

Sociedade Brasileira de Ictiologia (SBI)

Sociedade Brasileira de Imunologia (SBI)

Sociedade Brasileira de Inflamação (SBIn)

Sociedade Brasileira de Matemática (SBM)

Sociedade Brasileira de Matemática Aplicada e Computacional (SBMAC)

Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT)

Sociedade Brasileira de Melhoramento de Plantas (SBMP)

Sociedade Brasileira de Microbiologia (SBMicro)

Sociedade Brasileira de Microeletrônica (SBMicro)

Sociedade Brasileira de Microondas e Optoeletrônica (SBMO)

Sociedade Brasileira de Microscopia e Microanálise (SBMM)

Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento (SBNEC)

Sociedade Brasileira de Paleontologia (SBP)

Sociedade Brasileira de Pesquisa em Materiais (SBPMAT)

Sociedade Brasileira de Pesquisa Operacional (SOBRAPO)

Sociedade Brasileira de Psicologia (SBP)

Sociedade Brasileira de Química (SBQ)

Sociedade Brasileira de Recursos Genéticos (SBRG)

Sociedade Brasileira de Sociologia (SBS)

Sociedade Brasileira de Telecomunicações (SBrT)

Sociedade Brasileira de Toxinologia (SBTx)

Sociedade Brasileira de Zoologia (SBZ)

Sociedade Científica de Estudos da Arte (CESA)

Sociedade de Arqueologia Brasileira (SAB)

União Latina de Economia Política da Informação, da Comunicação e da Cultura (Ulepicc-Brasil)

 

Para assinar clique no link

Nota de repudio a exoneração do Presidente do INPE

A Diretoria da ANPUR informa que também adere à NOTA DE REPÚDIO abaixo.

Att., Márcio Moraes Valença

 

Nota de repudio a exoneração do Presidente do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais –INPE

A Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (ANPOCS), a Associação Brasileira de Antropologia (ABA), a Sociedade Brasileira de Sociologia (SBS) e a Associação Brasileira de Ciência Politica (ABCP) respaldam o Manifesto da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, publicado em 20/07/2019 em apoio ao trabalho desenvolvido pelo INPE no processo de monitoramento do desmatamento da Amazônia Brasileira.

No referido manifesto, a SBS assinala que a ciência produzida pelo INPE está entre as melhoras do mundo na sua área de atuação. Ressalta as qualidades científicas do Diretor do INPE, Ricardo Galvão, reconhecidas tanto no país, quanto no contexto internacional, assim como a inconsistência das críticas feitas pelo Governo Federal aos dados relativos ao processo de desmatamento da Amazônia brasileira.

Na sequência do processo da infundada desqualificação do trabalho científico desenvolvido pelo INPE no dia 2 de agosto ocorreu a demissão do seu Diretor. Este ato perpetrado pelo Governo Federal expressa um grave atentado às atividades científicas realizadas no país. Certamente, os dados produzidos pela ciência em qualquer parte do mundo são suscetíveis de questionamentos, quando advindos de argumentos sólidos e fundamentados em evidências empíricas. Ao contrário disto, a origem do questionamento improcedente do trabalho científico realizado pelo INPE apoiou-se em argumentos ideológicos e no desprezo à atividade científica.

Contestar dados embasados em pesquisa científica, sem fundamentos sólidos, não resolverá uma série de problemas tais como desmatamento da reserva florestal, mudanças climáticas, desemprego, fome, massacres de populações indígenas, violência e outras questões que têm se agravado a cada dia no país. A desqualificação sem fundamentos do trabalho sério e responsável desenvolvido pelo INPE e a consequente exoneração do seu Diretor constituem um ato de extrema gravidade que coloca em risco a atividade do trabalho desenvolvido pela ciência no país, em diferentes áreas do conhecimento. Este ato irresponsável praticado pelo Governo Federal não apenas atenta contra uma instituição que representa um patrimônio científico nacional, mas também investe de maneira sórdida contra as contribuições da pesquisa para fornecer subsídios para formulação de políticas públicas para enfrentar questões cruciais no Brasil.