2ª edição do Prêmio IPP Maurício de Almeida Abreu abre suas inscrições

O Instituto Pereira Passos lança a 2ª edição do Prêmio IPP Maurício de Almeida Abreu para selecionar teses e dissertações sobre a cidade do Rio de Janeiro. O objetivo é estimular a reflexão sobre a realidade social, urbana, econômica, política, cultural e ambiental do município e suas interações com a Região Metropolitana.

As duas melhores dissertações de mestrado e as duas teses de doutorado serão premiadas com valores entre R$5.000 e R$14.000. Os interessados devem encaminhar os seus projetos e a documentação necessária até às 18h do dia 20 de setembro para o endereço: Rua Gago Coutinho, 52 – Laranjeiras.

A comissão julgadora será composta por cinco membros de instituições de reconhecida reputação em pesquisa acadêmica.

O primeiro colocado na categoria tese de doutorado receberá R$14 mil e o segundo R$9 mil. Já o vencedor da dissertação de mestrado ganhará R$8 mil e o segundo colocado R$5 mil.

Para participar é necessário que o trabalho tenha sido defendido e depositado entre 1° de janeiro de 2014 e 31 de dezembro de 2016 em programas de pós-graduação stricto sensu, reconhecidos pela Capes.

O edital está disponível na íntegra no site do IPP: www.rio.rj.gov.br/ipp.

 

Homenagem

O prêmio do IPP homenageia o geógrafo Maurício de Almeida Abreu, professor da UFRJ e autor, entre outros clássicos, do livro Geografia Histórica do Rio de Janeiro. A publicação, coeditada pelo IPP, conquistou o Prêmio Literário 2011 da Academia Brasileira de Letras (ABL) na categoria História e Ciências Sociais.

 

Sobre o Instituto Pereira Passos (IPP)

O IPP é um órgão de pesquisa e informação sobre a Cidade do Rio de Janeiro. É referência nacional e internacional em gestão de dados e de conhecimento para o planejamento estratégico e integração de políticas públicas, com trabalhos nas áreas de mapeamento, produção cartográfica e aplicação de geotecnologias. A missão do IPP é gerir informação e conhecimento sobre a cidade, de modo que o planejamento de políticas públicas e intervenções urbanas tenham apoio em dados qualificados. Mais do que isso, o IPP contribui para a melhoria das condições de vida da população, a eficiência da gestão pública e da promoção do desenvolvimento urbano. O Instituto também é responsável pela produção e documentação de informações relevantes sobre o município, disponibilizadas ao público na forma de aplicativos, estudos, tabelas e mapas armazenados no portal Armazém de Dados (http://www.armazemdedados.rio.rj.gov.br/)

 

Mais informações

Assessoria de Comunicação

Andrea Vilhena
55 21 2976 6549 | 55 21 98909 1086

Ariana Falcão
55 21 2976 6462 | 55 21 98909 1811

facebook.com/ipprio
http://www.rio.rj.gov.br/web/ipp

Chamada de Trabalhos RPPR

Chamada de Trabalhos RPPR

Revista Política e Planejamento Regional (ISSN 2358-4556 / 2358-3593 edição eletrônica)

Revista semestral, com avaliação anônima por pareceristas (blind review)
www.revistappr.com.br

 

A Comissão Editorial da Revista Política e Planejamento Regional – RPPR – tem o prazer de convidá-la(o)s a submeter trabalhos, produtos de pesquisa científica ou de experiências em diferentes campos de atuação, voltados para as temáticas de política, planejamento e desenvolvimento regional, a serem publicados no v. 04, nos nºs 01 e 2 de 2017.

 

As contribuições devem ser encaminhadas até o dia 15 de maio de 2017 por meio do sistema de submissão eletrônica do site no seguinte link aqui.  A publicação do próximo número está prevista para agosto de 2017.

 

A revista cobre um amplo espectro interdisciplinar de assuntos e campos de conhecimento e recebe contribuições relacionadas às seguintes temáticas e questões:

•    Federalismo, Formatos Institucionais (Consórcios, Conselhos etc.) e Políticas Públicas
•    Políticas e Planos Regionais; Políticas Setoriais com Implicações Territoriais
•    Planejamento, Gestão e Governança em Diferentes Escalas
•    Políticas de Combate a Desigualdades Regionais; Planejamento Regional e Justiça Sócio-Territorial; Mobilizações Sociais e Apropriação e Uso Justo do Território
•    Desenvolvimento, Desigualdade e Identidade Regional; Regionalismo

 

Uma relação mais completa e detalhada de temas e assuntos encontra se na apresentação do Foco e Escopo da revista, vide aqui..
As instruções para os autores a respeito do formato do trabalho e de sua avaliação encontram-se disponíveis no seguinte link: clique aqui para ver as normas.

 

Atenciosamente,

Comissão Editorial da RPPR

Nota de Repúdio da Diretoria da ANPUR às Alterações no Censo Agropecuário Nacional IBGE

 

A Diretoria da ANPUR manifesta profunda preocupação em relação às alterações  propostas pela Diretoria de Pesquisas da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o Censo Agropecuário Nacional. As alterações propostas reduzirão em cerca de 60% os dados a serem levantados pelo próximo Censo, o que compromete de forma inexorável a qualidade dos dados públicos sobre a produção agrícola no país.

Uma vez que a produção de dados públicos detalhados e com periodicidade histórica constante é a forma de garantir a formulação de políticas públicas consistentes e é a base para estudos acadêmicos confiáveis, repudiamos a alteração na coleta de dados do
próximo Censo Agropecuário brasileiro.

Na tentativa de manutenção dos dados públicos sobre a produção agrícola no país, subscrevemos com nossos colegas da Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB) e demais associações a nota abaixo sobre as alterações no Censo Agropecuário Nacional – IBGE.

 

Belo Horizonte, 03 de abril de 2017.
Diretoria da ANPUR

NOTA DA ASSOCIAÇÃO DOS GEÓGRAFOS BRASILEIROS (AGB) SOBRE AS ALTERAÇÕES  NO CENSO AGROPECUÁRIO NACIONAL-IBGE

A Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB), os Grupos e os Laboratórios de Pesquisa em Geografia, Economia e Ciências Humanas e Sociais, ao tomarem conhecimento das alterações propostas pela Diretoria de Pesquisas da Fundação Instituto Brasileiro de  Geografia e Estatística (IBGE) para o Censo Agropecuário Nacional, vem a público manifestar o seu repúdio a mais uma ação de precarização e imputação de prejuízos à Ciência Nacional, atingindo sobremaneira a qualidade dos dados produzidos e,
consequentemente, a possibilidade de construção de conhecimento sobre o agrário e o agrícola do país, que possa subsidiar devidamente a elaboração de políticas sociais e de desenvolvimento para o campo brasileiro. A Diretoria de Pesquisas do IBGE, sob o
repetido discurso de ausência de recursos, promove uma redução na quantidade e na qualidade de informações a serem levantadas pelo Censo Agropecuário da ordem de 60%. Tal redução concorre com:

a) a perda histórica de dados que já vem sendo consumada com o comprometimento da regularidade na periodicidade de 10 anos para a realização do Censo, e que, se concretizada tal redução, perde ainda mais a capacidade de análise espacial e temporal comparativas, bem como dos resultados sociais produzidos pelas inúmeras políticas públicas realizadas pelo Estado brasileiro;

b) a impossibilidade de análise dos processos de desenvolvimento da produção familiar, eliminando as informações relativas ao maior universo social do campo brasileiro, os camponeses (agricultores familiares), considerando que estes sujeitos sociais respondem por mais de 70% da produção nacional de alimentos e mais de 80% do pessoal ocupado no campo brasileiro e foram beneficiários das várias políticas públicas voltadas para a produção, a assistência técnica, a comercialização e a distribuição de alimentos, tais como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), entre outras, que consolidaram a rede Segurança Alimentar e Nutricional (SAN), e que também colherá prejuízos de acompanhamento de seus resultados;

c) o não reconhecimento da importância de dados sobre a produção agroecológica e uso de agrotóxicos, uma vez que a retirada das questões sobre os processos produtivos impossibilitam identificar as mudanças nas práticas de manejo ambientalmente corretas e o reconhecimento do pluralismo social e tecnológico da produção agrícola brasileira, e,

d) a obtusa leitura do espaço rural, no que diz respeito às informações acerca do uso e da disponibilidade dos recursos hídricos que, atualmente, não mais se coloca como um problema isolado das áreas semiáridas do país, mas se revela num problema central de abastecimento e na produção agrícola e agroindustrial em todas as regiões, atingindo drasticamente os grandes centros urbanos e suas áreas limítrofes, concorrendo com a utilização das águas subterrâneas e produzindo quadros generalizados de baixa disponibilidade hídrica. Neste caso, perde-se, inclusive, os resultados das políticas de construção de cisternas e tecnologias sociais de abastecimento público. Considera-se, ainda, que a ausência de tais questões, obscurece à sociedade brasileira o peso que a produção agrícola e agroindustrial de commodities têm sobre o consumo de água, e continua-se a colocar sobre cada cidadão individualmente a responsabilidade sobre a crise hídrica nacional.

Trata-se de uma medida que representa a omissão de informações e a busca de invisibilização social, econômica e produtiva da maior parte dos produtores agrícolas brasileiros. Assim a AGB e as entidades que subscrevem este documento, conclamam seus associados, pesquisadores, entidades científicas e ao qualificado corpo técnico do IBGE, que se oponham a este processo de precarização da Ciência Nacional, impeçam os sérios prejuízos à produção do conhecimento e denunciem o objetivo central dessas alterações: desvanecer a importância da contribuição do trabalho e da produção familiar camponesa à sociedade brasileira.

São Paulo, 28 de março de 2017.

AGB – ASSOCIAÇÃO DOS GEÓGRAFOS BRASILEIROS
DIRETORIA NACIONAL”

Para lista completa de signatários, acesse http://www.agb.org.br/index.php/57-notade-apoio/204-nota-ibge

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