Moção dos Programas de Pós-Graduação abaixo-assinados acerca do processo de Avaliação Quadrienal da CAPES da Área de Arquitetura, Urbanismo e Design

Os Programas de Pós-Graduação abaixo assinados vêm publicamente manifestar estranheza ao modo como as comissões de avaliação e de reconsideração, assim como o Conselho Técnico Científico da Educação Superior (CTC-ES), conduziram a Avaliação Quadrienal 2017 da CAPES no que toca à Área de Arquitetura Urbanismo e Design. Nesta área, o processo de avaliação foi eivado de conflitos e problemas, como ilustram, de modo eloquente, os recursos à primeira fase da avaliação inicial encaminhados por 22 dos seus programas, entre os quais se incluem mais da metade (51,6 %) dos programas acadêmicos da subárea Arquitetura e Urbanismo.

A Avaliação Quadrienal 2017 da área de AUD feriu inúmeros critérios e recomendações da Portaria Nº 59 da Capes, de 21 de março de 2017, que regulamenta esta avaliação, especialmente no que concerne aos seus objetivos e princípios; às composições das comissões de avaliação e reconsideração e à ausência de análise integrada dos componentes que refletem a qualidade e o desempenho de cada Programa como um todo. Isto resultou numa classificação geral que não espelha os diferentes níveis de qualidade da maioria dos programas da área.

A composição da comissão de reconsideração não seguiu todos os critérios e exigências do Regulamento para a Avaliação Quadrienal 2017 (Portaria Nº 59, de 21 de março de 2017), e em particular no que concerne o equilíbrio na distribuição regional e a distribuição da representação entre instituições. Todos os membros desta Comissão pertencem a programas localizados nas regiões Sul e Sudeste. Não houve tampouco, no que diz respeito à subárea Arquitetura e Urbanismo, uma distribuição equitativa entre membros de instituições públicas, que representam os programas mais consolidados da área e que estavam em minoria na comissão, e instituições privadas. Por fim, todos os membros da comissão de reconsideração pertencem a programas que tiveram suas notas aumentadas na primeira etapa da Avaliação Quadrienal 2017.

Os signatários desta moção entendem que os processos de avaliação e de reconsideração conduzidos pela Área de Arquitetura Urbanismo e Design em 2017 fragilizaram grandemente o sistema de avaliação da CAPES, gerando insegurança, incerteza e falta de confiança dos programas de pós-graduação na Avaliação. Tal fato macula a credibilidade do próprio sistema, somente reversível com a correta e justa avaliação neste grau de recurso. Manifestam, portanto, seu apoio aos programas que estão encaminhando recursos à presidência da CAPES.

Reiteram a importância das Universidades Públicas no processo histórico de construção da Pós-Graduação no Brasil, bem como o seu papel fundamental na condução atual e futura na formação de alto nível e na produção de conhecimento no país.

Ressaltam, ainda, a necessidade absoluta de renovação completa da coordenação da área, bem como a separação definitiva da área de Arquitetura e Urbanismo da área do Design. Ambos expressos em Oficio da Presidência da ANPARQ – Associação Nacional de Pesquisa e Pós graduação em Arquitetura, enviado à Presidência da CAPES, e referendado pela Assembleia Geral da ANPARQ, ocorrida em 05/12/2017 na cidade de Porto Alegre.

15 de janeiro de 2018

Andréa da Rosa Sampaio
Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal Fluminense – PPGAU/UFF

Cibele Saliba Rizek
Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo – IAU/USP

Cláudia Piantá Costa Cabral
Programa de Pesquisa e Pós-Graduação em Arquitetura – UFRGS

Cristovão Fernandes Duarte
Mestrado Profissional em Arquitetura Paisagística – PROURB/UFRJ

Eliane Ribeiro de Almeida da Silva Bessa
Programa de Pós-graduação em Urbanismo (PROURB) -UFRJ

Eugênio Fernandes Queiroga
Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da FAU-USP

Marcia Genésia de Sant’Anna
Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo – UFBA

Marcos Thadeu Q. Magalhães
Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo – PPGFAU/UnB

Rodrigo Espinha Baeta
Mestrado Profissional em Conservação e Restauração de Monumentos e Núcleos Históricos – MP-CECRE/UFBA

Silke Kapp
Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo (NPGAU)/UFMG

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2ª Chamada de trabalhos XV Seminário de História da Cidade e do Urbanismo: A Cidade, o Urbano, o Humano

A Comissão Organizadora convida pesquisadores dos diversos campos disciplinares conexos à
História da Cidade e do Urbanismo para participar do XV Seminário de História da Cidade e do
Urbanismo que acontecerá na cidade do Rio de Janeiro entre os dias 18 e 20 de setembro de 2018. O
XV SHCU, assim como suas edições anteriores realizadas desde a década de 1990, é parte integrante
da programação científica da Associação Nacional de Pós‐Graduação e Pesquisa em Planejamento
Urbano e Regional (ANPUR).

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Manifesto contra Relatório do Banco Mundial a respeito do Ensino Superior Público e Gratuito no Brasil

A diretoria da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional (ANPUR) vem por meio desta se manifestar veementemente contra as sugestões do Banco Mundial para que o Brasil deixe de ter um Sistema de Ensino Superior Público Gratuito. Se no passado esse sistema apresentou distorções, privilegiando o acesso às já privilegiadas classes sociais de maior renda, a partir de 2012, com a adoção dos Sistemas de Cotas, ocorreu uma democratização desse sistema, permitindo que grupos historicamente excluídos desse processo, estudantes de baixa renda do ensino médio público e gratuito e os grupos autodeclarados PPI (preto, pardo e indígena), passassem a ter acesso à universidade pública e gratuita.

Em um país com uma das piores distribuições de renda do mundo, atacar a esfera pública sob o pretexto de um pretenso ajuste fiscal é no mínimo de má fé, pois já é amplamente comprovado que o desmonte dos sistemas públicos só agrava as desigualdades sociais. A defesa, por parte da grande mídia e dos grandes bancos, da cobrança de mensalidade nas universidades públicas, dos cortes orçamentários ao sistema de ciência e tecnologia e das frequentes ameaças ao financiamento de bolsas de estudo revelam uma postura ideológica contrária aos interesses da maioria da população, nada tendo a ver com questões fiscais de fato. Dessa forma, a ANPUR se manifesta contrária a toda e qualquer iniciativa que possa penalizar os grupos sociais de menor renda, historicamente excluídos do processo de desenvolvimento nacional e repudia fortemente a ingerência das agências multilaterais internacionais, que vêm historicamente se alinhando com o ideário e o discurso da elite financeira mundial em detrimento das políticas nacionais soberanas favoráveis à universidade pública, gratuita, de qualidade e promotoras de inclusão social.

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Chamada de Propostas para organizar o Fifth World Planning Schools Congress 2021

A Chamada de Propostas para organizar o Fifth World Planning Schools Congress 2021 está aberta. O prazo para submissão termina em maio de 2018. Quaisquer instituições afiliadas à ANPUR podem participar. A comissão de seleção é composta pelos professores Eduardo Nobre (ANPUR), Zorica Nedovic-Budic (AESOP/ACSP) e David Amborski (ACUPP). Para mais informações, consulte o documento no seguinte link

MANIFESTO CONTRA OS ATOS DE ARBITRARIEDADE REALIZADOS CONTRA GESTORES E DOCENTES DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS

A diretoria da ANPUR vem por meio desta manifestar sua indignação e repúdio contra o ato de violência e arbitrariedade determinado pelas autoridades judiciais e praticado pela Polícia Federal ao conduzir coercitivamente gestores, ex-gestores e docentes da Universidade Federal de Minas Gerais em operação que apura supostos desvios na construção do Memorial da Anistia. Segundo o Código do Processo Penal Brasileiro, a condução coercitiva só pode ser aplicada se a pessoa intimada se recusar a comparecer, o que, de acordo com os relatos oficiais da UFMG, não foi o que ocorreu.
Dessa forma, assistimos perplexos à escalada da utilização de instrumentos de exceção com objetivos midiáticos pondo em risco o Estado Democrático de Direito, e que agora ataca a comunidade acadêmica, último bastião de resistência ao avanço das forças retrógradas e autoritárias que se verifica no momento no país.
Tal ato de arbitrariedade associado a outros ocorridos recentemente, como a brutal invasão de seminário científico na Universidade Federal do Pará por políticos vinculados a grandes interesses econômicos estrangeiros e a flagrante ingerência indevida na soberania nacional de relatório do Banco Mundial coadunam-se com as tentativas de assalto às instituições públicas nacionais e de desmantelamento do Sistema de Ensino Superior Público do Brasil.
Assim como na época da Ditadura, a comunidade acadêmica não se curvará às arbitrariedades e às forças obscurantistas nas suas tentativas de destruição em curso das instituições nacionais. A diretoria da ANPUR conclama os seus programas afiliados, associados e a comunidade acadêmica a se manifestarem contra tais atos , assim como a se solidarizarem com os gestores, docentes e discentes das Universidades Federais que estão sob ataque.

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Nota de repúdio à agressão sofrida pelo Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido (PPGDSTU) do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos da Universidade Federal do Pará (NAEA/UFPA)

A Diretoria da ANPUR vem a público manifestar seu repúdio à agressão sofrida por docentes e discentes do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido (PPGDSTU) pertence ao Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (NAEA), filiado a esta Associação, bem como de representantes de movimentos sociais e autoridades do Ministério Público Federal (MPF) na noite de 29 de novembro, no auditório do Instituto de Ciências Sociais Aplicadas da Universidade Federal do Pará (UFPA) em atividade de exposição dos resultados de pesquisa científica acerca do comprometimento socioambiental e de acesso de populações impactadas pela Usina de Belo Monte a seus direitos sociais por meio da aplicação de compensações.

Para ter acesso ao manifesto na íntegra clique no link.