Presidente da ANPUR participa da organização do WPSC 2021

No período de 11 a 14 de abril, o Presidente da ANPUR, professor Eduardo Nobre, esteve participando da organização do World Planning Schools Congress que ocorrerá na cidade de Lisboa de 5 a 9 de julho de 2021. Na visita, ele e o professor David Amborski (Univirsity of Ryerson), representaram o Global Planning Education Association Network, e,  junto com o Comitê Organizador Local, composto pelos professores da Universidade de Lisboa, José Antunes Ferreira, José Manuel Simões  e Sofia Morgado definiram a estrutura básica do congresso

A Diretoria da ANPUR divulga o resultado do IV “Prêmio Ana Clara Torres Ribeiro”

É com muita satisfação que a Diretoria da ANPUR divulga o resultado do IV “Prêmio Ana Clara Torres Ribeiro” na modalidade livros. O Júri foi composto por Maria do Carmo L. Bezerra (UnB), Madianita Nunes da Silva (UFPR), Hipólita Siqueira de Oliveira (UFRJ)Gilberto Corso Pereira (UFBA) e Simaia Mercês (UFPA). 


Após a leitura e a avaliação sobre os 10 (dez) livros submetidos ao concurso, o Júri deliberou pela concessão do prêmio para o livro Planejamento Regional no Estado de São Paulo: Polos, Eixos e a Região dos Vetores Produtivos, de Jeferson Tavares


O Júri também conferiu três Menções Honrosas para os livros: Metrópole,Metropolização e Regionalização, de Sandra LencioniSeis modos de ver a cidade, de Tadeu Alencar ArraisA Cidade e a Modernização: sociedade civil, estado e mercado em disputa pelo conceito de planejamento urbano, de Milton Cruz.


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ANPUR assina manifesto conjunto com ANPEGE e ABG contra o corte de recursos do Censo 2020

O presidente da ANPUR, professor Eduardo Nobre, assinou em conjunto com o presidente da Associação Nacional de Pós-Graduação em Geografia  (ANPENGE), prof. Manoel Fernandes de Sousa Neto e o diretor da Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB), prof. Eduardo Donizetti Girotto, um manifesto de repúdio ao corte definido pelo Governo Federal e IBGE nas verbas destinadas à realização do Censo Demográfico do Brasil 2020.
Para acessar a carta, clique no link

Entidades científicas e acadêmicas criticam severo corte do orçamento

“O contingenciamento de 42,27% nas despesas de investimento do MCTIC inviabiliza o desenvolvimento científico e tecnológico do País”, afirmam SBPC, ABC, Andifes, Confap, Consecti e Fórum Nacional de Secretários Municipais da Área de Ciência e Tecnologia, em carta enviada nesta segunda-feira a autoridades do Executivo e Legislativo

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), juntamente a outras cinco entidades científicas e acadêmicas nacionais, divulgou nesta segunda-feira, 1º de abril, uma carta criticando os cortes no Orçamento Federal anunciados pelo Ministério da Economia na última sexta-feira, 29 de março. O Decreto 9.741, assinado pelo presidente da República e publicado no Diário Oficial da União (DOU), contendo a programação orçamentária e financeira para o ano, prevê o contingenciamento de 42,27% nas despesas de investimento do orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). Com o bloqueio de R$ 2,158 bilhões do valor definido na Lei Orçamentária Anual (LOA) de R$ 5,105 bilhões, o MCTIC ficará com apenas R$ 2,947 bilhões do total das despesas discricionárias (excluindo despesas obrigatórias, como salários, e reserva de contingência).

O MCTIC já estava com um orçamento extremamente reduzido em 2019, devido aos sucessivos cortes dos últimos anos, afirma a carta. “As novas restrições orçamentárias atingem a integridade do programa de bolsas, fonte da formação de novos pesquisadores desde a criação do CNPQ”, afirmam, alertando que tamanho corte “inviabiliza o desenvolvimento científico e tecnológico do País”.

As ações do Ministério que fazem parte do Programa para Aceleração do Crescimento (PAC) tiveram um corte de 78,95%, caindo de R$ 1,360 bilhão para meros R$ 286,154 milhões. Para as demais despesas discricionárias ficou estabelecido um total de R$ 2,661 bilhões após um corte de 28,46% do valor original.

O documento foi encaminhado aos ministros Marcos Pontes, do MCTIC; Almirante Bento Costa Lima Leite, do Ministério das Minas e Energia (MME); Paulo Guedes, da Economia; Onyx Lorenzoni, chefe da Casa Civil; ao presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre; e ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia.

As entidades que assinam a carta – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) Academia Brasileira de Ciências (ABC), Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de CT&I (Consecti), Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e o Fórum Nacional  de Secretários e Dirigentes Municipais de Ciência, Tecnologia e Inovação – alertam que o Decreto atingiu em cheio a ciência e a inovação tecnológica no Brasil, “prejudicando a qualidade de vida da população brasileira e eliminando, por um longo período de tempo, a possibilidade de protagonismo internacional do País”.

O contingenciamento atinge todos os Ministérios e a Presidência da República – no total, foram contingenciados R$ 29,583 bilhões do Poder Executivo. O Ministério da Educação sofreu um corte de 31,7%, equivalente a R$ 8,255 bilhões, restando R$ 17,794 bilhões do valor original aprovado na LOA (de R$ 26,049 bilhões). O maior corte ficou para o Ministério das Minas e Energia, que teve congelado 79,54% de seu orçamento original de R$ 4,737 bilhões, ficando com apenas R$ 969,06 milhões.

A carta na íntegra pode ser acessada neste link.

SBPC divulga manifesto em defesa da educação, da ciência e da democracia

O documento foi produzido por ocasião da Reunião Regional da SBPC em Sobral, no Ceará, com apoio de associações científicas e acadêmicas nacionais, e pesquisadores, professores, estudantes, Prefeitura e instituições públicas do município

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) divulga neste sábado, 30 de março, a “CARTA DE SOBRAL”, conclamando a comunidade científica, acadêmica e escolar, sociedade civil e lideranças políticas e parlamentares a atuarem vigorosamente contra os retrocessos que ameaçam a democracia, a educação e o desenvolvimento científico e tecnológico do País.

O documento foi produzido por ocasião da Reunião Regional da SBPC em Sobral, no Ceará, realizada nesta semana, entre 27 e 30 de março, evento que reuniu mais de 3 mil pessoas. O texto tem apoio de associações científicas e acadêmicas nacionais, e pesquisadores, professores, estudantes, Prefeitura e instituições públicas do município.

“Queremos que todos os cidadãos, em especial as crianças e os jovens, tenham garantidos seus direitos educacionais e sociais. Motivos justos para comemorações intensas pelo conjunto dos brasileiros, nos próximos anos e décadas, serão a superação do analfabetismo e da miséria, o avanço significativo na educação, na ciência e na tecnologia, uma melhor qualidade de vida para todos, a redução das desigualdades, a preservação do meio ambiente e de nossas riquezas naturais, que estão em causa neste momento, e o desenvolvimento sustentável do País”, afirma o manifesto.

Leia abaixo a carta na íntegra:

CARTA DE SOBRAL

Sob o Sol de Sobral: por uma educação básica de qualidade, pela ciência e pela democracia

O problema imaginado por minha mente foi solucionado pelo céu luminoso do Brasil

[Albert Einstein, 1925]

 

A SBPC e os participantes de sua Reunião Regional, realizada em Sobral entre os dias 27 e 30 de março, se manifestam firme e decididamente em defesa da educação pública de qualidade, da ciência e da democracia no País.

Comemoramos neste ano o centenário do eclipse solar de 1919, cujas observações, feitas em Sobral, foram decisivas para a confirmação da Teoria da Relatividade Geral de Albert Einstein, que alterou profundamente a ciência e a nossa visão do Universo. Deste município do Ceará, Terra da Luz – primeiro estado brasileiro a abolir a escravidão –, vem, ainda, o exemplo notável de melhoria significativa no desempenho dos estudantes das escolas básicas, um processo que foi construído a partir de políticas públicas continuadas e que priorizaram a educação. Outros exemplos similares, e exitosos, provêm de diversos municípios brasileiros. Um desafio grande é estendê-los para abarcar todo o País.

A valorização efetiva do professor e sua formação adequada são fatores essenciais para a melhoria da educação básica. Outros fatores importantes são condições de trabalho adequadas, boa gestão escolar, avaliações criteriosas e mobilização da comunidade local em prol da educação. O ensino de ciências é fundamental para a formação de um cidadão no mundo contemporâneo. No momento em que ganham proeminência ideias obscurantistas e correntes anticientíficas, é essencial destacar a importância decisiva do conhecimento científico para as tomadas de decisão individuais e coletivas, para a gestão pública e para o desenvolvimento social e econômico do País.

O papel do Estado é essencial para a garantia dos direitos sociais dos brasileiros. A vinculação orçamentária de recursos para a educação e saúde foi uma importante conquista da Constituição de 1988, e a desvinculação desse orçamento, como anunciada recentemente, é uma ameaça muito grave e terá consequências catastróficas para a educação, a saúde e a qualidade de vida da imensa maioria dos brasileiros. Conclamamos todos os brasileiros a se unirem em um movimento amplo em defesa da educação pública de qualidade, laica, que respeite a diversidade e assegure direitos e oportunidades iguais para todas as crianças e jovens. O destino do povo brasileiro deve estar acima dos interesses financeiros ou de setores privilegiados da sociedade.

Por outro lado, os drásticos cortes realizados recentemente no orçamento de Ciência, Tecnologia e Inovação (da ordem de 40%), que já estava em nível muito baixo, colocam o Brasil na contramão da história. Os países desenvolvidos investem de maneira ainda mais acentuada em CT&I em momentos de crise econômica. Pesquisas demonstram que o investimento em ciência tem repercussão social significativa e retorno econômico grande. É inaceitável que sejam feitos novos cortes em um orçamento já tão reduzido. As consequências afetarão toda a estrutura de pesquisa no País e, ainda, os setores empresariais que buscam promover a inovação. Eles comprometem o funcionamento do sistema nacional de CT&I, construído ao longo de décadas, dificultam a recuperação econômica e certamente irão afetar seriamente a qualidade de vida da população brasileira e a soberania do País.

Recursos para educação e para ciência e tecnologia não são gastos, são investimentos do presente em um futuro melhor para o País!

A SBPC, ao longo de sua história, juntamente com muitas outras entidades científicas acadêmicas e da sociedade civil, se destacou por sua luta pela educação, pela ciência e pela democracia no Brasil. Atuamos contra as práticas autoritárias de um regime ditatorial, em defesa das liberdades democráticas, pela redemocratização do País e pela construção da Constituição de 1988 que incorporou os direitos da cidadania. Neste momento crítico da vida nacional, reafirmamos a importância do livre pensar e da democracia em sua plenitude. Não aceitaremos o retorno do cerceamento às liberdades democráticas, da censura, das perseguições políticas, da ausência da liberdade de expressão, que são direitos consagrados na Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU.

Queremos que todos os cidadãos, em especial as crianças e os jovens, tenham garantidos seus direitos educacionais e sociais. Motivos justos para comemorações intensas pelo conjunto dos brasileiros, nos próximos anos e décadas, serão a superação do analfabetismo e da miséria, o avanço significativo na educação, na ciência e na tecnologia, uma melhor qualidade de vida para todos, a redução das desigualdades, a preservação do meio ambiente e de nossas riquezas naturais, que estão em causa neste momento, e o desenvolvimento sustentável do País.

É essencial, neste momento, uma atuação vigorosa e permanente da comunidade científica, acadêmica e educacional como um todo, por meio de suas entidades e instituições de pesquisa. É necessária uma mobilização mais intensa dos pesquisadores, professores e estudantes, das entidades científicas e das instituições de ensino e pesquisa brasileiras, em conjunto com outros setores da sociedade civil, lideranças políticas e parlamentares, para exercerem uma pressão social legítima, que poderá ser determinante para a reversão do atual quadro de retrocessos no apoio à educação e à ciência e tecnologia e de ameaças à democracia no País.

Que o Sol luminoso do Brasil inspire e motive a todos nós na resolução dos problemas do País.

 

Sobral, 30 de março de 2019

XVI Simpurb em Vitoria de 14 a 17 de novembro de 2019

XVI SIMPURB (Simpósio Nacional de Geografia Urbana)

Tema: Cidades, Revoluções e Injustiças: entre espaços privados, públicos, direito à cidade e comuns urbanos. 

Em 2017 se comemorou 100 anos da Revolução Russa, enquanto em 2018 se completaram os 50 anos do maio de 1968 (que nem sempre começou ou acabou no mês de maio e teve repercussões por anos a fio em diversas sociedades). Nos últimos anos, rebeliões, revoltas e levantes têm estremecido as ordens políticas e sociais de diversos países em diferentes continentes. O aspecto da luta pelo direito à cidade e pelo comum de todas essas revoluções, rebeliões e levantes é a importância estratégica das cidades, pontos de convergência e de multiplicação dos movimentos das praças, dos parques, das ocupações de ruas, das ocupações de fábricas, das greves e das manifestações por melhores condições de vida cotidiana e contestação da ordem dominante. Esses movimentos também fazem emergir as “minorias”, muitas vezes majoritárias,  oprimidas (mulheres, diversidades sexuais, raciais, migrantes), desvelando o múltiplo e o diverso no espaço urbano. O espaço urbano está em disputa, pois ele é lócus estratégico de controle, repressão e opressão por parte do Estado em todas as suas escalas se colocando, na maioria das vezes, ao serviço das classes dominantes. Vive-se, desse modo, momentos contraditórios na reprodução do espaço urbano e esse movimento revela  os impasses das lutas e dos movimentos sociais na cidade.

Em 2018 completam-se 10 anos do apogeu da crise financeira que se desenvolveu a partir do setor imobiliário dos EUA e se estendeu para todo o mundo. O domínio da produção do espaço pelo capital financeiro recoloca em novas bases os conflitos e exacerba as contradições pelo direito à cidade. Às condições econômicas agravadas desde então somaram-se crises de outras ordens, sobretudo de natureza política, e que impactaram também a sociedade brasileira e a vida nas cidades. As perspectivas de reação conservadora e o contingenciamento ou descontinuidade das políticas sociais implicam em desafios também para a universidade e para o pensamento social. Como pensar a crise? Como refletir sobre os novos discursos que dela emergem ou nela se reforçam? Como pensar a perspectiva de novas segregações sociais que tendem a surgir? Como enfrentar isso com uma universidade também em crise?

A violência social, econômica e espacial se revela em toda a sua crueza, movimentos retrógrados e neoconservadores ameaçam o pouco de conquistas sociais das sociedades salariais, o fosso entre dominantes e dominados se amplia, as geopolíticas urbanas constroem as cidades partidas no lugar das cidades partilhadas. A ordem neoliberal tem acelerado os processos de espoliação urbana e de captura da criação e inventividade coletiva por meio da proliferação do capitalismo de forma imanente em todos os setores da vida. Os espaços coletivos e comuns citadinos são ameaçados provocando rupturas, mas também resistências. Diante desses fatos, como pensar um conhecimento múltiplo – a geografia urbana e outros saberes que têm a cidade e o urbano como espaço de conhecimento – no período recente? O que há de novo nas produções sociais e urbanas e como elas se traduzem no debate dos saberes sobre a cidade e o urbano? Quais movimentos, quais escalas? Quais debates de classes e de categorias sociais nos espaços urbanos? Quais economias urbanas (indústria, serviços, produção imobiliária)? Quais justiças espaciais? Quais re(pro)duções dos espaços urbanos? Quais criações ampliadas das lutas dos e pelos espaços comuns instituídas politicamente? Como sair da apoteose do negativo em direção a uma positividade na afirmação do possível e da virtual utopia das conquistas sociais das classes dominadas? Como desvelar e colocar em relevo a alegria (real e virtual) face à morte anunciada pelo “comum do capital” difundida sob o manto de depressão cotidiana jogada sobre a sociedade e a cidade? Qual citadinidade cotidiana se desvela nos movimentos que se fazem hoje? Quais reivindicações do direito à cidade? Estes são os questionamentos e as problematizações que orientarão os debates nas mesas do XVI SIMPURB. 
 
Outro pressuposto balizador da realização do XVI SIMPURB 2019 é o que se refere ao fato de todos os Grupos de Trabalhos (GTs) dialogarem com o tema do evento e serem espaços de debate sobre o que se produz na geografia urbana brasileira e internacional.

 

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